Com R$ 70 mil em premiação, iniciativa reconhece reportagens investigativas, analíticas e de interesse público sobre os mercados de combustíveis e lubrificantes
O Instituto Combustível Legal (ICL) anuncia a comissão julgadora do Prêmio ICL de Jornalismo 2026, que será formada pelo jornalista e documentarista Luiz Claudio Costa Latgé, pela promotora de Justiça Deluse Florentino, pelo advogado Antenor Madruga e pela jornalista Ana Beatriz Magno. A divulgação dos jurados ocorre em um momento importante: as inscrições seguem abertas até 30 de outubro, às 23h59, no site da premiação e podem concorrer trabalhos publicados ou exibidos entre 1º de outubro de 2025 e 30 de outubro de 2026.
A composição da comissão reúne trajetórias diferentes e complementares, aproximando experiência editorial, atuação no sistema de Justiça, conhecimento sobre recuperação de ativos, combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. O objetivo é ampliar a diversidade de perspectivas na avaliação de trabalhos que tratem dos mercados de combustíveis e lubrificantes e de temas de interesse público relacionados ao setor.
Luiz Claudio Costa Latgé construiu carreira no Jornal do Brasil e na TV Globo, onde atuou como repórter, editor e executivo de Jornalismo, além de ter dirigido a GloboNews. É mestre em Mídias e Cotidiano pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem MBE em Macroeconomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e desenvolve atividades acadêmicas e de consultoria.
Deluse Florentino tem 33 anos de carreira no Ministério Público de Pernambuco, já presidiu a Associação do Ministério Público de Pernambuco e atualmente coordena a Comissão de Mulheres da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), com trajetória ligada ao acesso à Justiça e à defesa dos direitos das mulheres.
Antenor Madruga é doutor em Direito Internacional pela USP e sócio fundador do escritório Madruga BTW. No setor público, foi Advogado da União, secretário Nacional de Justiça, diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e membro do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), além de ter idealizado a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).
Ana Beatriz Magno é jornalista, doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB). Tem trajetória marcada pela cobertura de direitos humanos, educação, políticas públicas e questões sociais. Atuou por cerca de 14 anos no Correio Braziliense, onde foi repórter especial, além de ter passado pela IstoÉ, Veja e O Dia. o longo da carreira, recebeu importantes reconhecimentos nacionais e internacionais, entre eles os prêmios Esso de Jornalismo, Vladimir Herzog, Embratel e Rei da Espanha, além de distinções relacionadas à cobertura dos direitos da infância.
Em sua edição de 2026, o Prêmio ICL de Jornalismo distribui R$ 70 mil em três categorias. A categoria Série destina R$ 30 mil ao trabalho vencedor; a categoria Nacional, R$ 20 mil; e a categoria Regional reconhece dois trabalhos, com R$ 10 mil para cada premiado. Podem participar jornalistas profissionais, brasileiros ou estrangeiros, autores de conteúdos publicados em veículos sediados no Brasil, em TV, rádio, mídia impressa, plataformas digitais, streaming e webTV. Não há limite de inscrições por participante, desde que cada trabalho seja cadastrado individualmente e esteja de acordo com o regulamento.
A premiação busca valorizar reportagens que contribuam para o debate sobre concorrência leal, segurança do abastecimento, regulação e fiscalização, fraudes de qualidade e quantidade, impactos do mercado irregular, arrecadação pública, políticas de descarbonização e enfrentamento à atuação do crime organizado no setor. Também fazem parte do escopo temas como RenovaBio, devedor contumaz, furto e roubo de combustíveis e dutos e os efeitos econômicos e sociais das irregularidades sobre consumidores, empresas e poder público.
A edição anterior reuniu mais de 80 reportagens inscritas e distribuiu R$ 50 mil em prêmios. Em 2026, a ampliação da premiação e o fortalecimento da categoria Regional buscam dar espaço tanto a grandes investigações nacionais quanto a coberturas locais capazes de mostrar como os desafios do mercado de combustíveis aparecem no cotidiano das cidades e dos consumidores.

