Com estreia na Semana da Crítica no Festival de Veneza, o filme se destaca como uma narrativa intensa e corajosa
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LONDON conquistou a crítica após sua estreia oficial na prestigiada Semana da Crítica da 83ª edição do Festival de Veneza. Escrito e dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, a ficção queer foi aclamada mundo afora pela sua originalidade, intensidade e performance. De acordo com a crítica internacional, um dos pontos altos da narrativa foi a sua capacidade de retratar minorias de forma sincera. O portal The Contending, por exemplo, descreve o filme como impressionante, “com uma intensa análise de personagens e um thriller queer intimista, trazendo um olhar revigorante sobre a trajetória de uma pessoa com deficiência”.
O blog argentino Micropsia enaltece esse mesmo aspecto. “LONDON aborda minorias sem a condescendência do olhar de quem vem de fora. É um trabalho sincero e verdadeiro — e isso transparece em cada cena” A atuação de Victor Di Marco é um dos pontos fortes de LONDON. O The Contending ressalta que “Di Marco oferece uma atuação corajosa e comovente, demonstrando um talento notável como ator, co-diretor e co-roteirista”, o que também é levantado pelo portal nacional Clube Cinema. “A presença física e dramática de Di Marco sustenta a narrativa com rara intensidade.” A Sociedade Internacional de Cinéfilos, que reúne cerca de 170 críticos do mundo inteiro, define o filme como um primeiro longa-metragem inteligente e bem-sucedido. “As observações de London são apresentadas com uma precisão ponderada e descontraída.” LONDON também foi aclamado na crítica de Rodrigo Fonseca, jornalista do portal português do C7nema, que descreve o filme como “intimista, mas formalmente exuberante”. “Interpretado com resplandecência por Di Marco, que acumula a realização com Picoli, o protagonista carrega no nome a capital inglesa, embora passe a vida à procura de outro tipo de endereço: um CEP existencial onde finalmente possa aterrar. O sexo talvez seja a experiência que mais se aproxima dessa morada. O prazer oferece uma suspensão das classificações que o perseguem e permite que o rapaz exista, durante alguns instantes, sem que alguém lhe explique aquilo que ele é ou aquilo que poderá vir a ser”. O longa acerta justamente em sua capacidade de não criticar. “Di Marco e Picoli poderiam facilmente transformar essa matéria num tribunal. Recusam-no. Não há autocomiseração, dedos apontados ou aquela didática que transforma personagens em porta-vozes de uma tese. A narrativa febril deles prefere observar pessoas que riem, desejam, sofrem, cantam, trabalham e procuram companhia. Cada uma transporta uma dor, mas nenhuma é reduzida a ela.” diz. Filmado em Porto Alegre e produzido pelas empresas Proa & Popa Produções e pela Balde de Tinta Filmes, a obra tem distribuição no Brasil da Retrato Filmes. |
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SINOPSE London, um jovem com deficiência que trabalha em uma casa de fetiches, se vê diante de um dilema inesperado ao receber a oportunidade de compreender seu corpo por meio de um exame médico. |
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FICHA TÉCNICA |



