Estrelada por Grace Passô e Pedro Goifman, o filme foi selecionado para a competição da mostra Horizontes Latinos
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Reflexão sobre intolerância de gênero, fanatismo religioso e violência produzida pelo preconceito, A PROFESSORA DE FRANCÊS, novo longa-metragem de Ricardo Alves Jr., terá sua estreia mundial em Setembro no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, um dos mais importantes do mundo. Coprodução entre Brasil, França e Portugal, o filme foi rodado em Belo Horizonte e acompanha Graça, que mora com a namorada francesa, Clara, e sobrevive dando aulas particulares de francês. Após uma emergência de saúde do pai, Graça volta à casa onde cresceu e encontra vizinhos que lideram uma seita na comunidade. A personagem é interpretada pela atriz Grace Passô, figura central da cena artística brasileira contemporânea e parceira de longa data do diretor. Selecionado para a mostra competitiva Horizontes Latinos, vitrine internacional dedicada ao cinema latino-americano contemporâneo, A PROFESSORA DE FRANCÊSutiliza os códigos do suspense, do thriller psicológico e do horror para investigar como o medo pode ser usado como instrumento de poder e dominação. “Escolhi abordar essas questões por meio do diálogo com o cinema de gênero porque acredito que o horror tem a capacidade de revelar, de forma contundente, violências que muitas vezes permanecem naturalizadas no cotidiano”, afirma Ricardo Alves Jr., que assina seu quarto longa. Além de Grace Passô, premiada por filmes como Praça Paris, Temporada e O Dia Que Te Conheci, o elenco reúne a artista francesa Jehnny Beth (do vencedor do Oscar e da Palma de Ouro Anatomia de uma Queda), que interpreta Clara, namorada da protagonista, além de nomes como Elisa Lucinda, Bárbara Colen, Rômulo Braga, Eduardo Moreira, Italo Laureano com destaque para o veterano Rodger Rogério, no papel do pai de Graça, e para Pedro Goifman, intérprete do jovem e enigmático Tomás, uma das figuras centrais da seita. O roteiro é de Germano Melo. A seleção para San Sebastián reafirma a trajetória internacional de Ricardo Alves Jr., cujos filmes vêm sendo exibidos em importantes festivais ao redor do mundo. Para ele, ao construir uma atmosfera densa para retratar a ascensão da violência no interior da “tradicional família brasileira”, A PROFESSORA DE FRANCÊS mostra que o verdadeiro horror nasce não do sobrenatural, mas de uma incômoda realidade. “O mal é a intolerância, a dominação e a homofobia, que se disfarçam de moral, proteção e compaixão. Me interessa observar como essas forças se infiltram nas relações mais íntimas, apropriando-se da fé, da solidariedade e da família para justificar diferentes formas de violência”, explica. A PROFESSORA DE FRANCÊS é produzido por Thiago Macedo Correia, através da EntreFilmes e será distribuído no Brasil pela Embaúba Filmes, com estreia prevista para 2027. |
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SINOPSE |
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O DIRETOR |
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A VISÃO DO DIRETOR Vivemos um momento em que manifestações de fanatismo e extremismo religioso voltam a ocupar espaços centrais da vida pública, alimentando discursos de exclusão e estratégias de dominação que visam conduzir a sociedade ao obscurantismo. Me interessa observar como essas forças se infiltram nas relações mais íntimas, apropriando-se da linguagem da fé, da solidariedade e da família para justificar diferentes formas de violência. No filme, o mal não é uma entidade sobrenatural. O mal é a intolerância, a dominação e a homofobia, que se disfarçam de moral, proteção e compaixão. Graça retorna ao bairro imaginário da Piedade, onde nasceu, para cuidar do pai doente. Ao reencontrar a família vizinha, antes tão próxima e agora tão distante da mulher que ela se tornou, percebe que os gestos de acolhimento escondem uma ameaça crescente. O retorno ao lar transforma-se em um pesadelo no qual o horror nasce justamente daquilo que deveria oferecer abrigo. Ao combinar suspense, thriller psicológico e terror social, A PROFESSORA DE FRANCÊS busca construir um estudo de personagem em que o horror emerge da deterioração dos vínculos humanos e da violência provocada pelo preconceito. Espero que o filme convide o espectador a reconhecer que as forças obscuras raramente se apresentam de forma explícita; muitas vezes, elas se instalam ao nosso lado, disfarçadas de virtude, tradição e fé. |
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ELENCO |
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FICHA TÉCNICA |
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SOBRE A ENTREFILMES As produções da EntreFilmes passaram por festivais como a Semana da Crítica de Cannes, Berlinale, Locarno, Rotterdam, FidMarseille, Oberhausen, Havana, FICUNAM, BAFICI e Mar del Plata. Outros destaques na filmografia da produtora são Elon Não Acredita na Morte(2016), estreia de Ricardo Alves Jr. em longas, que teve première no International Film Festival Rotterdam e foi premiada no Macau Film Festival; e Nosso Segredo, dirigido por Grace Passô, que estreou na Berlinale em 2026. |
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SOBRE A DISTRIBUIDORA |

