União avalia retirada da estrutura enquanto autoridades tentam impedir novas ocorrências na área entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista
A morte da personal trainer Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, chocou o país e levou o Governo Federal a acelerar medidas para impedir o acesso ao local.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) anunciou que iniciou os procedimentos para bloquear completamente a entrada na estrutura e estuda até mesmo a sua demolição.
A decisão foi discutida nesta terça-feira (16) em uma reunião com representantes da SPU de São Paulo e Brasília, além de técnicos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Maria Eduarda morreu no último sábado, 13 de junho, após ser lançada da ponte sem estar conectada às cordas de segurança que deveriam sustentar o salto.
Demolição entra na lista de alternativas
Segundo a SPU, uma das possibilidades em análise é a remoção definitiva da Ponte do Esqueleto. No entanto, como uma eventual implosão depende de estudos técnicos, licenças ambientais e processos administrativos, as primeiras ações serão voltadas para impedir que pessoas continuem frequentando a área.

A proposta prevê a instalação de barreiras físicas mais resistentes e de difícil remoção, substituindo os bloqueios atuais, que frequentemente são desrespeitados por visitantes e praticantes de esportes radicais.
A ponte está localizada em um trecho ferroviário inacabado da antiga Rede Ferroviária Federal, entre Limeira e Cordeirópolis (SP). Nos últimos anos, o local se transformou em ponto de encontro para aventureiros atraídos pela altura e pela paisagem.

