Presidente da instituição considerada a mais inovadora do mundo vem a São Paulo para estabelecer novas raízes no maior país da América do Sul
Considerada a instituição de ensino superior mais inovadora do mundo pelo WURI (World’s University with Real Impact) por quatro anos consecutivos, a Universidade Minerva, de São Francisco (EUA), busca expandir suas operações globais, agora de olho no Brasil como o próximo local para se estabelecer. O presidente da universidade, Mike Magee, desembarca em São Paulo no próximo dia 8 de março, onde deve se reunir com empresários, representantes de fundações e universidades locais com o objetivo de facilitar a presença da Minerva na região. Para incluir São Paulo em sua rota educacional global, a instituição estima que precisa investir aproximadamente US$ 35 milhões ao longo de dez anos, ou US$ 3,5 milhões anualmente.
A universidade passou a ser mundialmente reconhecida por sua abordagem educacional disruptiva. Não há salas de aulas ou provas tradicionais. O ‘campus’ é itinerante, de modo que, ao longo de quatro anos, os alunos vivem e aprendem em quatro continentes. As principais cidades incluem São Francisco (EUA), Tóquio (Japão), Buenos Aires (Argentina) e Berlim (Alemanha), onde aplicam as habilidades adquiridas para ajudar a resolver desafios locais. Todo o conteúdo oferecido é interdisciplinar, com aulas ministradas ao vivo em uma plataforma de educação virtual exclusiva que se integra ao aprendizado experencial e baseado em projetos. Atualmente, a universidade conta com mais de 650 estudantes matriculados de mais de 100 diferentes países.
“Acreditamos fortemente no potencial da América Latina, especialmente do Brasil. Há muitas oportunidades para expandir nosso modelo educacional, que difere da abordagem de aprendizagem tradicional atualmente utilizada pelas universidades. Com isso em mente, buscamos estabelecer parcerias e compartilhar essa forma inovadora de preparar os alunos da região para a liderança e a cidadania global. Estamos muito ansiosos para inserir São Paulo em nosso circuito mundial de destinos ao longo da formação dos alunos da Minerva”, destaca Magee.
Para alcançar uma imersão cultural completa, os alunos da Minerva são incentivados a morar e estudar nas acomodações oferecidas pelas instituições de diversos países onde a Minerva está presente. Dessa forma, eles podem vivenciar várias culturas e realidades, encontrando diferentes problemas e sendo desafiados a buscar soluções adequadas.
Desde sua fundação, em 2012, a universidade recebeu diversos brasileiros. Atualmente, há 26 brasileiros matriculados na instituição. Cada um tem sua história, como a Alice, que morava em uma fazenda e partiu para embarcar em sua jornada internacional; Júlio, que estuda na Minerva e trabalha como embaixador da Fundação Estudar e da Cátedra de Sustentabilidade da UNESCO; Robson Amorim, ex-aluno da Minerva que fundou uma startup de aprendizado de idiomas usando inteligência artificial que já alcançou mais de 180.000 usuários em todo o mundo, transformando sua formação acadêmica em um empreendimento tecnológico global.
Para ingressar na Universidade Minerva, não há vestibular. Os alunos podem se inscrever no site da instituição, ter seus históricos escolares avaliados e participar de uma série de desafios elaborados para revelar como cada candidato pensa e se expressa, bem como suas paixões e motivações pessoais, atributos considerados fundamentais para a trajetória do aluno em uma instituição definida por sua educação disruptiva.

