O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) instaurou sindicância e afastou dois servidores durante a apuração de denúncias sobre um suposto desvio de equipes contratadas com recursos públicos para atuar em uma obra privada. Os relatos indicam que funcionários terceirizados, que deveriam trabalhar em obras do Judiciário, foram desviados para reformar uma academia de um prédio residencial de Salvador.

Os servidores afastados são Pablo Átila Martins de Castro, coordenador de Distribuição (Codis), e Allan Rosa Moreno, coordenador de Manutenção Predial (Coman). A decisão, assinada por Roberto Maynard Frank, Corregedor Geral da Justiça, foi publicada nesta terça-feira (20) no Diário Eletrônico da Justiça da Bahia. Ambos foram afastados por 60 dias, com o bloqueio total de acessos aos sistemas do Tribunal e e-mails corporativos. Eles continuarão recebendo salário.
A denúncia foi apresentada à Corregedoria do TJ-BA no dia 15 deste mês. O relato aponta supostos desvios na execução de contratos de prestação de serviços de manutenção predial do Tribunal. O material enviado à Corregedoria inclui registros fotográficos, e-mails e outros documentos analisados de forma preliminar.

