A peça protagonizada por Nabuco,artista PcD, fez sua última apresentaçãono Festival de Curitiba de 2024
O PÔA está de volta ao circuito teatralcarioca. Dois anos após a apresentaçãono Festival de Curitiba de 2024, como parte da programação da Mostra FRINGE, o espetáculo fará uma curtatemporada no Palco Principal do EspaçoCultural Municipal Sérgio Porto, nohorário alternativo, sempre às quartas-feiras às 20h.

A peça é protagonizada por Nabuco, ator PcD com mal formação de Arnold Chiari, e reflete sobre os limites e potências da condição humana a partir de uma linguagem performática e sensorial. Com uma dramaturgia independente de construções verbais, o desenvolvimento da narrativa se destaca por suas propostas visuais e sonoras que trafegam entre o lúdico, o real e o absurdo. Aoabordar questões íntimas e universais daexistência, a obra dialoga diretamente com um grupo social historicamenteexcluído dos espaços de poder, mas querepresenta cerca de 8,9% da população brasileira, de acordo com pesquisa de julho de 2023 feita pelo IBGE.
“Sempre encarei muito bullying porcausa da minha condição e até hoje sofrocom isso. Ser PcD não é uma doença, muitas pessoas não entendem. Mas sempre acreditei em mim, esse projeto é um sonho. A importância de confiarem no meu trabalho no teatro e me aceitarem como eu sou é enorme, me dá força e coragem”, conta Nabuco.
O espetáculo é dirigido por Vitor HugoGuimarães e Luiza Kosovski, atriz que sedestacou recentemente pelo trabalho nolonga Ainda Estou Aqui, de Walter Salles,vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional no ano passado. O projeto, levantado de forma independente por umaequipe de jovens artistas cariocas, seafirma enquanto um esforço criativo ecoletivo de superação da falta de acessibilidade no cenário cultural brasileiro.
“Dentro e fora do palco, “O Pôa” é um ensaio sobre a vida. Somos todos jovens e a falta de experiência fez serabsolutamente necessária a colaboração.Pra mim, essa é a base do teatro. Foi assim que o Tablado nos ensinou. E aos pouquinhos o que era uma ideia foi tomando forma, e ganhando perspectivas diferentes e indo pra caminhos onde nem a própria ideia poderia imaginar. Echegamos aqui, no Sergio Porto, ondeinicialmente sonhamos em realizar a peça. Um marco para nós! Que essa experiência traga novas perspectivas ao nosso espetáculo, e que possamos, pelo menos, deixar um legado de jovens com interesse em pesquisar novas linguagens. Um grande viva ao teatro, a arte do encontro e das possibilidades!”, celebra Luiza.
O PÔA estreou no Rio de Janeiro em abril de 2023 na Sala Verde do Teatro O Tablado, espaço alternativo da instituiçãoque é referência na formação de artistasno cenário carioca, onde grande parte da equipe iniciou sua formação artística. Pensando em novos discursos e possibilidades cênicas e sociais, a montagem foi desenvolvida a partir de um processo de improvisações, aulas de bioginástica, um workshop de máscaras, preparações corporais intensivas e oestudo de textos de Artaud,Schopenhauer, Gerald Thomas, Buster Keaton, Viviane Mosé, Maria Homem,Georges Canguilhem, Nietzsche, A.Abujamra, Augusto Boal, Peter Brook e Nise da Silveira.
SINOPSE
O PÔA é um espetáculo teatral em queum corpo não-ortodoxo é atravessado porforças que o convocam, o contêm e o expõem. Preso a um lugar que não se fixa – um lugar nenhum – esse corpo ésubmetido a um regime de estímulos,regras e promessas que operam semexplicação. Toda tentativa aciona o desejo, todo desejo produz frustração. A única interjeição possível, “pôa”, surge como um som primordial, oscilando entre excitação e lamento. Quando escapardeixa de ser uma opção, resta sustentar aprópria existência. Não há redenção. Há consciência. Nada se resolve. A vida permanece.
SERVIÇO
Quando: 21 de janeiro a 11 de fevereiro (quartas feiras), sempre às 20h
Onde: Espaço Cultural Municipal SergioPorto (Rua Visconde de Silva, s/n, entre o292 e posto BR Mania)
Capacidade: 72 lugares
Ingressos: $30 (Meia-entrada); $60(Inteira)
Duração: 50 min
Classificação indicativa: 12 anos
FICHA TÉCNICA
Elenco: Nabuco e Gabriela Ruppert
Direção: Vitor Hugo Guimarães e LuizaKosovski
Iluminação: Gabriel Prieto
Direção musical e Trilha Sonora Original: Vinícius Nesi
Cenografia: Luis Bellas, Pedro Stamford eRicardo Júnior
Direção de Movimento: Gabriela Ruppert
Direção de Palco: João Byington de Faria
Figurino e Preparação corporal: GrilaGrimaldi
Costureiro: George Bravo
Operação de Som: Clara Farroco
Operação de Luz: Chico Moraes
Equipe de Montagem de Luz: ChicoMoraes, Gabriel Prieto e Jirllan Cavagna
Fotografia: Bê Riley
Cinematografia: Samuel Valladares eLourenço Moura
Programação Visual: Ana Szwarc
Assessoria de Imprensa: Marcella Freire -Mar Comunicação
Produção: Elisa Nunes e Vini Portella

