As autoridades da Itália concluíram a identificação das seis vítimas italianas do incêndio ocorrido na véspera de Ano Novo no bar Le Constellation, em Crans-Montana, Suíça.
A chegada dos caixões à Milão e Roma ocorreu sob forte presença de ministros e autoridades locais. Em meio à dor, o tom é de cobrança. “As famílias das vítimas pedem justiça”, declarou o embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, que acompanha as investigações.
Segundo o diplomata, as autoridades suíças já admitem falhas estruturais críticas no bar Le Constellation: o material do teto “não era à prova de fogo” e as saídas de emergência estavam tão mal sinalizadas que, “no meio daquele desastre, os jovens sequer a enxergaram”.
O anúncio foi feito no domingo, 4 de janeiro, pelo embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, que acompanha os desdobramentos da tragédia que deixou ao menos 40 mortos e 115 feridos, sendo a maioria jovens suíços, italianos e franceses.

Os quatro jovens previamente identificados — Giovanni Tamburi, 16 anos, de Bolonha; Achille Barosi, 16 anos, de Milão; Emanuele Galeppini, 17 anos, de Gênova; e Chiara Costanzo, 16 anos, de Milão — serão agora acompanhados por Sofia Prosperi, 15 anos, da Itália, e Riccardo Minghetti, 16 anos, de Roma.
A identificação de Chiara Costanzo foi confirmada no final desta manhã, enquanto Tamburi, Barosi e Galeppini já haviam sido reconhecidos ontem.
A tragédia, ocorrida na madrugada de 1º de janeiro, deixou um saldo de 40 mortos e 116 feridos. O fogo teria começado após o uso de velas pirotécnicas que atingiram o revestimento de espuma do teto. Enquanto os gestores Jacques Moretti e Jessica Maric são investigados, a prefeitura de Crans-Montana também está sob fogo cruzado por suposta negligência nas inspeções.
Os funerais ocorreram na quarta-feira, 7 de janeiro. No mesmo dia, todas as escolas italianas farão um minuto de silêncio para honrar a memória dos jovens. A sexta vítima italiana, Sofia Prosperi (15 anos), será enterrada em Lugano, onde residia

