Premiado em Cannes, o longa retrata cinco jovens entre a maternidade e a sobrevivência |
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Em JOVENS MÃES, Jean-Pierre e Luc Dardenne transformam um abrigo para mães adolescentes em um espaço de encontros, tensões e reconstrução. Com estilo realista e tom profundamente humano, a obra retrata a vida de cinco adolescentes grávidas que vivem juntas em um abrigo para mães na região de Liège, na Bélgica. Entre conflitos familiares, carências afetivas e o peso da sobrevivência, elas aprendem a construir, em meio à precariedade, gestos de cuidado e solidariedade.
“Queríamos filmar essas jovens não como personagens, mas como pessoas — vivas, únicas, resistindo a serem enquadradas”, afirmaram os cineastas em Cannes.Filmado em locações reais, com luz natural e elenco de estreantes, o longa reafirma a poética dos Dardenne: um retrato coletivo de resistência, no qual o ato de cuidar de um filho se confunde com a tentativa de reconstruir a própria identidade.
Com muita sensibilidade, JOVENS MÃESapresenta personagens que tentam, cada uma à sua maneira, romper com a vulnerabilidade que as trouxe até ali. É um filme sobre maternidade precoce, sobrevivência e a força que nasce quando alguém é acolhido, mesmo que pela primeira vez.
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JOVENS MÃES (2025) Direção: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne Roteiro: Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne Fotografia: Benoît Dervaux Montagem: Marie-Hélène Dozo Produção: Les Films du Fleuve, em coprodução com Archipel 35 e The Reunion Duração: 106 minutos Elenco: Babette Verbeek, Lucie Laruelle, Elsa Houben, Janaïna Halloy Fokan, Samia Hilmi |
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Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Liège, Bélgica) são dois dos cineastas mais premiados e influentes do cinema europeu contemporâneo. Reconhecidos pelo olhar humanista e realista sobre as classes trabalhadoras, são vencedores de duas Palmas de Ouro em Cannes — por Rosetta (1999) e A Criança (2005) —, além de terem recebido o Prêmio de Direção por O Jovem Ahmed (2019), o Grande Prêmio do Júri por O Filho (2002) e o Prêmio do Júri Ecumênico em diversas edições do festival. Sua obra, marcada pela ética dos gestos e pela observação atenta da vida cotidiana, faz de Jovens Mães uma extensão coerente e comovente de seu percurso. O longa venceu o Prêmio de Melhor Roteiro e o Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes 2025. |
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