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O Sul Global tem um endereço efervescente e pulsante na COP30. A Casa Sul Global, que abriu suas portas em 12 de novembro, já movimenta Belém com uma intensa programação e segue ativa até o dia 20, recebendo lideranças, organizações, financiadores e pensadores que estão redesenhando o futuro do financiamento climático a partir das realidades e potências do Sul.Instalada no Canto Coworking, no coração da Praça da República, a Casa teve sua abertura marcada pela presença de Maria Malcher, professora do IFPA e militante do CEDENPA, Lenon Medeiros, diretor executivo da Visão Coop, e Davi Kopenawa Yanomami, escritor, xamã e uma das vozes mais emblemáticas dos povos indígenas do Brasil — e desde então mantém um fluxo constante de debates, encontros e trocas que vêm mobilizando o público presente na COP30. Em sua primeira semana de funcionamento, recebeu cerca de 600 pessoas, que participaram ativamente da programação.
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Em um momento histórico — quando o planeta ultrapassou pela primeira vez o limite de aquecimento de 1,5°C e os impactos climáticos se tornam mais devastadores — a Casa se afirma como um espaço vivo de articulação política, produção de conhecimento e construção de soluções lideradas por quem mais sente e enfrenta os efeitos da crise: o Sul Global.A iniciativa reúne organizações da América Latina, África e Sudeste Asiático para discutir um dos temas mais urgentes da COP30: a injusta arquitetura do financiamento climático.“Nosso objetivo é colocar as soluções do Sul — e para o Sul — no centro dos debates globais sobre financiamento para clima, natureza e pessoas”, afirma Juliana Tinoco, coordenadora executiva da Alianza Fondos del Sur.“Fundos de justiça socioambiental são mecanismos essenciais para corrigir desigualdades históricas e aproximar recursos das lutas das comunidades. Na COP30, esse debate é central, e o Sul Global tem muito a contribuir”, completa Jonathas Azevedo, diretor executivo da Rede Comuá.Com uma programação colaborativa construída por suas organizações promotoras, membros e parceiros, a Casa já realizou e seguirá oferecendo debates, oficinas, rodas de conversa, lançamentos e encontros que refletem a diversidade de experiências e estratégias que vêm emergindo de territórios do Sul Global. As atividades reúnem lideranças indígenas, quilombolas, periféricas e comunitárias, além de fundos e organizações de diferentes regiões, evidenciando a potência da ação coletiva e da filantropia de justiça socioambiental.
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O papel dos fundos de justiça socioambientalOs fundos filantrópicos para justiça socioambiental do Sul Global são apresentados no manifesto como mecanismos eficazes para democratizar o acesso aos recursos e potencializar soluções locais. Nascidos dos próprios territórios, eles atuam com transparência, inovação e proximidade, garantindo que o financiamento chegue diretamente a quem promove ações concretas de adaptação climática, regeneração ambiental e justiça social.Esses fundos são capazes de mobilizar e distribuir recursos com agilidade e efetividade, reduzindo riscos e custos e fortalecendo a autonomia das comunidades. Suas práticas de governança são baseadas em confiança e responsabilidade compartilhada, alinhadas às necessidades reais dos territórios.
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Sobre a Casa Sul Global
A Casa Sul Global é um espaço de articulação política, mobilização, produção de conhecimento e colaboração, a plataforma visa fortalecer o protagonismo dos atores do ecossistema filantrópico do Sul Global e sua missão de apoiar as comunidades nos territórios em prol da justiça socioambiental.
A iniciativa é liderada pela Alianza Socioambiental Fondos del Sur e pela Rede Comuá, e em 2025 conta com a parceria do movimento #ShiftThePower e da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia, reunindo dezenas de organizações da filantropia independente da América Latina, África e Sudeste Asiático.
Os apoiadores financeiros d’A Casa Sul Global em sua edição COP30 são Baobá – Fundo pela Equidade Racial, Fundação Grupo Volkswagen, Fundo Brasil, Fundo Casa Socioambiental, Global Giving, Instituto Clima e Sociedade, Global Alliance for Green and Gender Action, Itaúsa, Próspera Social, Global Fund for Community Foundations, Bem-te-vi Diversidade, Instituto Ibirapitanga, Fundação Avina, Instituto ACP, Instituto Sociedade População e Natureza e The Samdhana Institute. A Casa Sul conta com o IIED como parceiro de conhecimento, e ClimaInfo e Proximate como parceiros de comunicação.

