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SBT é obrigada a lançar campanha contra a homofobia

Já está no ar dentro da programação do SBT um vídeo contra a homofobia. A iniciativa é uma punição ao canal de tv feita pela ABMLBTI (Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersexos), que entrou na justiça contra a emissora de Silvio Santos.  Em falas da apresentadora do programa “Vem Pra Cá”, em junho de 2021. Na ocasião, ela defendeu que os gays devem ter maior compreensão com as pessoas que ela chamou de “conservadoras” e debochou da sigla LGBTQIA+.

Pouco tempo depois, ela foi as redes sociais para se pronunciar sobre o caso. “Aqui, damos espaço de fala, de diálogo, buscando aprender mais do que impor opiniões”, escreveu a apresentadora. Ela também publicou um vídeo do próprio programa e, na legenda, tentou explicar o comentário.”Para quem, assim como eu, tem dificuldades de explicar a sigla LGBTQIA+, o nosso fotógrafo Gabriel Cardoso explicou tudo muito bem no programa Vem Pra Cá! Para quem não assistiu, convido a todos a aprender, refletir e, acima de tudo, amar mais.”

O comentário foi alvo de críticas até do sobrinho dela, o ator e cantor Tiago Abravanel, 33, que o classificou como homofóbico. “Em primeiro lugar, orientação sexual não é uma questão de opinião. É uma questão de respeito. Você não precisa ser como eu, mas precisa respeitar quem eu sou e ponto.

Campanha“Aqui no SBT estamos sempre aprendendo porque acreditamos que é assim que evoluímos. O Brasil é um país diverso e cheio de oportunidades, mas infelizmente não consegue abraçar ou incluir toda a sua diversidade. Sabendo dessa dura realidade, precisamos, juntos, buscar a transformação… e ela começa em cada um de nós. A família SBT quer evoluir junto com você. E aí, você vem?”, questiona a publicação.

“Há 15 anos, o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo“, inicia Patrícia Abravanel. “E o que você, o que nós temos a ver com isso? LGBTfobia é crime. E a gente contribui com isso sempre que nos omitimos”, diz o resto do texto. Também aparecem na campanha: Gabriel Cartolano, Eliana e Celso Portiolli. 

A campanha publicitária do canal é uma iniciativa da ABMLBTI (Associação Brasileira de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersexos).

 Com base na Lei 10.948/01, que dispõe sobre as penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual e dá outras providências,  um processo movido contra Patrícia Abravanel e o SBT por LGBTfobia após falas da apresentadora no programa “Vem pra cá” em 2021, no qual a apresentadora disse que conservadores tinham o direito de serem intolerantes com a comunidade LGBTQIA+.

Em razão disso, a emissora foi obrigada a reproduzir em sua programação durante todo mês de janeiro uma campanha publicitária educativa contra LGBTfobia, reportagem jornalística no dia da visibilidade trans (29), realização de workshop sobre cultura inclusiva para todo casting e live interna.

No processo, foi exigido a presença de Patrícia na campanha, mas também contou com a participação de Eliana, Celso Portiolli, Chris Flores e outras estrelas.

Nas redes sociais, internautas criticaram a presença de Patrícia na peça publicitária, já que seu nome esteve envolvido diversas vezes em polêmicas com a comunidade LGTBQIA+.

“A Patrícia Abravanel na nova campanha contra LGBTfobia do sbt é a maior chacota do ano”, disse um internauta. “Patrícia Abravanel fazendo propaganda contra lgbtfobia KKKKKKKK as vezes eu acho que eles olham pra nossa cara e dão risada”, disse uma segunda. “E a galera achando que o SBT estava mudando rsss eles foram OBRIGADOS a fazerem a campanha por determinação judicial, em virtude de falas homofóbicas da Patrícia Abravanel em seu programa diário. Ela sempre vai ser homofóbica”,  criticou um terceiro.

SBT se auto intitula o canal da família brasileira. No institucional da emissora, é encontrado que a missão e visão são desenvolvidas a partir dos 3 pilares da marca: “Família, diversão e informação”, com uma ilustração da família tradicional brasileira, não incluindo a diversidade racial, gênero e sexual.

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POR: Rita Moraes
Publicado em 12/01/2022