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Rompendo preconceitos homem se matricula no balé e realiza sonho da juventude

Hélio Haus tem 80 anos e aos 72 decidiu fazer balé. A arte era uma paixão antiga, mas que foi deixada de lado ao longo de uma vida dedicava ao trabalho.

Ao se aposentar, Hélio teve coragem Hélio sempre foi atraído pelo balé. “Não é tarde demais para mim (…) sinto-me vivo, ativo, fazendo algo que sempre quis fazer”, disse o octogenário.

Agora sua rotina mudou. Nos dias que tem treino, Hélio chega às 9h da manhã em uma academia no Rio de Janeiro e se prepara para vestir a roupa típica de um bailarino: meia-calça e sapatilha e encara com desenvoltura as 5 hs de aulas por dia.

Ele divide uma aula com outros 7 alunos, algo que, segundo ele, o mantém ativo e também permite que ele socialize; algo muito importante para o idoso, que não tem filhos ou netos.

Ele pratica balé desde os 75 anos, algo que lhe serviu tanto para sua saúde mental quanto para sua saúde física. “Não quero ficar refém de um escritório, não é remédio, não é diversão. Quero ser saudável e isso é saudável para mim”, explicou.

Recentemente, ele se tornou conhecido nas redes sociais depois que um de seus professores tirou uma foto dele e a compartilhou mo Facebook. Desde então, elese emociona a cada dia com o apoio que recebe das pessoas.

“Ele nem viu que eu tirei essa foto dele. Não foi planejado e ficou muito bonito, expressivo (…) Foi uma loucura, muito inspirador. Li vários comentários, porque ele não tem Facebook. Várias escolas de dança de todo o Brasil mandaram cumprimentos para ele”, explicou Camile Salles, uma das instrutoras de dança de Hélio.

Hélio conta que sempre se interessou pelo balé, mas que por vários motivos nunca o praticou. “Não tive coragem. A vida biológica e emocional não andam juntas. Eu tinha que fazer a minha vida e quando consegui estabilidade, falei: ‘É isso’”, disse.

Agora Hélio se prepara semana a semana para poder aperfeiçoar sua técnica e habilidade, pois segundo ele, “Balé é a busca do movimento perfeito, da harmonia. Tem que ter muita dedicação.”

POR: Rita Moraes
Publicado em 06/05/2022