ConexãoIn

#PinforPeace: Empresários, personalidades e representantes da sociedade civil lançam movimento pela paz, contra o terrorismo e o antissemitismo

 

“Coragem não é a ausência do medo, mas ir em frente, apesar dele. A paz não é ausência de conflitos, mas aceitar a existência uns dos outros, mesmo com suas diferenças.” Esse pensamento foi o ponto de partida para que um grupo de pessoas de diferentes origens, formação e crenças religiosas se unissem para refletir sobre os efeitos do terrorismo e do discurso de ódio a longo prazo para a sociedade.

 

Tendo como ponto de partida as atrocidades cometidas pelo grupo terrorista Hamas em 7 de outubro e a onda crescente de ataques contra judeus em todo o mundo, um grupo composto pela empresária de moda Natalie Klein, o empresário de comunicação Alan Strozenberg, os publicitários Daniel Oksenberg e Paula Puppi e o fotógrafo Jairo Goldflus se uniu diante da inquietude e da recusa em se manterem em silêncio em meio aos discursos de ódio, da desinformação e da polarização que tomaram conta das redes sociais e das ruas.
O grupo passou então a dividir suas reflexões com pessoas próximas, abrindo conversas com o objetivo de defender a paz e combater o terrorismo e antissemitismo, dando origem ao movimento #PinForPeace. O fórum já conquistou aliados como os apresentadores Adriane Galisteu, Patrícia Abravanel e Luciano Huck, os empresários Marina Morena, Abílio Diniz e Valdemar Iódice, o jornalista Benjamin Back, a advisor no segmento de artes e ESG Isabella Prata, o estilista Alexandre Herchcovitch, a influencer Lalá Noleto, a drag queen Miss Samantha e o empreendedor social e chef de cozinha Edson Leite, entre outros.
Como resultado, a mobilização gerada no período que sucedeu àquele 7/10 ganha oficialmente nesta terça-feira (28/11) uma ampla campanha direcionada à sociedade em geral, para o lançamento público do #PinforPeace. Com direção criativa da agência Baila, a iniciativa recebeu identidade visual própria traduzida por meio de um símbolo que unifica seis laços para formar uma estrela de Davi. A campanha parte da divulgação de um manifesto apoiado por mais de 50 lideranças de segmentos variados da economia, dos negócios, das artes e da mídia.
Segundo Alan Strozenberg, o movimento reflete uma necessidade urgente de que indivíduos das mais diferentes camadas da sociedade entendam que é preciso levantar suas vozes em alerta às novas formas de preconceitos estruturais que persistem. “Milhões de pessoas estão machucadas, indignadas e angustiadas com a crescente onda global de antissemitismo, e também com o terrorismo. Hoje, ele está no Oriente Médio. Amanhã, pode estar em qualquer lugar do mundo. Precisamos estimular o respeito mútuo entre as pessoas e os povos, independente de suas origens e crenças, em benefício da paz.”, explica o co-fundador do #PinForPeace e CEO da agência Baila.
Acesso para todos
Pins com o símbolo do movimento serão distribuídos juntamente com o manifesto da campanha, que será divulgada massivamente em vários meios de comunicação, incluindo totens digitais (mídia OOH), anúncios em jornais, cinemas e em redes sociais. Para aumentar o alcance e engajamento, foi criado, no Instagram, um filtro com o PIN virtual – “PinforPeace”- para que as pessoas possam aderir à iniciativa virtualmente.
E, para isso, a campanha contará com a atuação de vários influenciadores que terão a função estratégica de estimular e ensinar qual é a melhor forma de usar o PIN virtual no Instagram, ajudando a multiplicar o movimento com mais rapidez. “No pin feito com o filtro e a hashtag #pinforpeace, os seguidores poderão usar o Instagram para taguear cinco pessoas e divulgar o pin virtual, convidando os amigos a se juntarem ao movimento. Com este pin, qualquer pessoa, em qualquer lugar, poderá participar do movimento”, afirma Strozenberg.
Para Cila Schulman, apoiadora e coordenadora do movimento, conscientizar as pessoas pela não legitimação do terrorismo como manifestação política e dar voz aos que não querem silenciar diante do antisemitismo 78 anos após o fim do Holocausto é a principal missão do Movimento #PinforPeace.
“É urgente combatermos a legitimação do uso do terrorismo como protesto político e começarmos a espalhar sementes de paz desde agora. A paz não é a ausência de diferenças, mas aceitar a existência uns dos outros apesar delas. A paz que buscamos é da coexistência entre povos que se reconheçam e se respeitem, sem a sombra do terror. Pelo dia em que possamos conviver em harmonia, acolhendo todas as crenças, culturas e origens étnicas. Sem medo, sem ódio”, enfatiza.
Entenda o cenário
No dia 7 de outubro de 2023, integrantes do grupo Hamas burlaram o sistema de segurança na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza e assassinaram mais de 1.200 civis e sequestraram outros 240, além de deixar um rastro de destruição por toda a região sul do território israelense. Como efeito do ataque terrorista, uma guerra está em curso.
As críticas em resposta à ofensiva do governo israelense contra o grupo extremista vieram acompanhadas de um exponencial aumento do antissemitismo: apenas no Brasil, as denúncias de ameaças à comunidade judaica no país cresceram 1000%, segundo levantamento realizado em parceria pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e a Confederação Israelita do Brasil (Conib).
O fato não é isolado e reflete a evolução dos crimes de ódio contra judeus, que já vinha registrando uma escalada preocupante nos últimos anos ao redor do mundo. De 2020 para 2021, por exemplo, o número de atos e ofensas direcionados a esta parcela étnico-religiosa da população quase dobrou, segundo o Anti-Semitism Worldwide Report. O relatório aponta como principais motivos os conflitos no Oriente Médio, a intensificação do extremismo político nas redes sociais e proliferação de teorias conspiratórias nas plataformas digitais. Atualmente existem 15.7 milhões de judeus pelo mundo, sendo que metade deles reside em Israel. No Brasil, estima-se que a comunidade judaica some 150 mil pessoas.
“Antes da Segunda Guerra Mundial, havia cerca de 18 milhões de judeus pelo mundo. Ao final dela, seis milhões de vidas haviam sido perdidas e, passadas quase oito décadas, ainda sequer voltamos a atingir esse número do passado. Somos um grupo étnico-religioso que representa apenas 0,2% da população global. Independente de nossas origens, é dever de todos não calar diante das ameaças de extermínio direcionadas aos judeus decorrentes do nazi-fascismo e de suas modernas manifestações, como os princípios expressos pelo Hamas em seu estatuto, baseado nos preceitos que norteiam o antissemitismo historicamente, com o desejo de aniquilar Israel e todo o seu povo”, conclui Cila Schulman.

POR: Rita Moraes
Publicado em 28/11/2023