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Golpista preso por ir embora sem pagar a conta em bares deu calote de R$ 1,8 mil em Ilhabela, São Paulo

O acusado de dar golpes,  que foi preso em Palmas (TO) e ficou conhecido por sair sem pagar a conta de bares e restaurantes chegou a causar prejuízo de R$ 1,8 mil a um quiosque em Ilha Bella (SP).

Ruan Pamponet Costa foi preso na ultima quinta-feira, 21, após dar um calote de R$ 5,2 mil em um estabelecimento em Palmas (TO). O crime aconteceu apenas dois após o investigador aconteceu apenas dois dias após o investigado sair da cadeia em Goiânia (GO) por aplicar golpe causar prejuízo de R$ 6 mil. 

O caso em Ilha Bela ocorreu antes de ele ficar  famoso em outubro de 2020. Ruan chegou ao quiosque acompanhado de duas jovens e juntos consumiram bebidas caras, como whisky, vodka e tequila, além de pratos como camarão, lula e filé mignon. Após o consumo, as jovens que o acompanharam deixaram o local e ele disse que não pagaria a conta.

“Ele chegou, bem apresentado, com tatuagens bem feitas à mostra, porque a gente sabe que não é barato, e impressionava as outras mesas com o tanto de bebida cara que pedia. No final da noite, quando levaram a conta ele surtou, disse que não ia pagar, que não tinha dinheiro, botou os bolsos para fora para dizer que não tinha dinheiro”, relembra Gildo Santos, dono do quiosque.

O dono do quiosque no litoral paulista chamou a Polícia Militar e ao ser abordado pelos policiais, Ruan se negou a apresentar um documento de identificação. Ele também não forneceu nenhum dado e disse que queria ser levado para a delegacia.

De acordo com o boletim de ocorrência registado sobre o caso, em vários momentos ele disse “ser malandro”, insinuando que era uma prática comum.

Para o delegado Leandro Reis da Silva, que registrou o caso à época, a postura revela o modo com que ele operava os golpes.

O que diz a defesa dele

Uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, mostrou este e outros golpes dos quais ele é acusado de cometer. A defesa dele diz que o crime cometido por ele não pode ser enquadrado no artigo 171, de estelionato, mas, sim, no artigo 176, que é de menor potencial ofensivo. Alega, portanto, que Ruan não deve estar recluso no sistema prisional.

Questionado pelo Fantástico sobre o que levava Ruan a cometer esses atos reiteradas vezes, o advogado de defesa, Clevison Ezequiel da Silva Bezerra, afirmou que cogita sugerir a realização de um exame psicossocial para entender melhor a questão:

“Estava conversando com ele antes de iniciar a audiência de custódia. Não ficou muito claro até pelo tempo que tivemos para conversar. Foi dado o tempo, mas fiquei mais apegado a colher as informações e fazer a defesa técnica dele. Num momento posterior, seria interessante a gente ver a questão de solicitar algum perito para fazer um exame psicossocial, para ver se existe algum distúrbio. Mas isso é algo que a defesa vai analisar, vou conversar com o Ruan em outro momento para ver se existe essa possibilidade, se existe algum distúrbio… Vou ver com a família também”, afirmou.

Histórico

Ruan é suspeito cometer o mesmo crime desde 2019 em estabelecimentos de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará e no Distrito Federal. Em cidades do nordeste, ele teria se passado por jogador de futebol e dado calotes de R$ 2 mil e R$ 4 mil.

POR: Rita Moraes
Publicado em 25/04/2022