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Empresário dono da pousada Paraíso Perdido, na Praia do Garcez morre com tiro na cabeça

O empresário Leandro Silva Troesch, o Léo da Pousada Paraíso Perdido, morreu na noite desta sexta-feira,25, ao ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça, segundo informações da Polícia. 

Segundo as primeiras informações, ele foi socorrido e levado parado Hospital Gonçalves Martins, no município vizinho a Praia dos Garcês, em Nazaré, mas não resistiu ao ferimento. A polícia investiga o crime, a motivação e não descarta a possibilidade de suicídio.

Léo e a esposa, Shirley Figueiredo, são proprietários da pousada localizado na paradisíaca Praia dos Garcês,  no município de Jaguaripe, Recôncavo baiano.

Pelo Instagram, um comunicado informa aos clientes que as reservas feitas para o período de Carnaval foram suspensas.

“Pronunciamento:

Em decorrência de um gravíssimo acidente sofrido pelo proprietário da pousada Paraíso Perdido, informamos que estão suspensas todas as reservas feitas para o período do Carnaval.

Em momento oportuno, entraremos em contato com cada um de vocês para remarcações.

Grata pela compreensão.”

Envolvido em roubo, extorsão e sequestro

Donos de duas badaladas pousadas, ambas situadas na famosa Praia dos Garcez, onde já se apresentaram artistas e personalidades baianas, além de turistas famosos, eles foram presos em fevereiro de 2021,  dentro de uma das propriedades, após terem sido sentenciados pelos crimes de roubo e extorsão mediante sequestro contra a uma mulher em Salvador, ocorrido em 2001.

Eles foram surpreendidos enquanto casal trabalhavam e trazidos para Salvador e custodiados no Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), para então serem encaminhados para o Complexo Penitenciário da Mata Escura. “Mas já recorremos à Justiça”, declarou o advogado de defesa, Abdon Abadde. 

Vida normal após a condenação 

Leandro e Shirley viviam uma vida normal, apesar de terem sido condenados em segunda instância pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em 2010 a 14 e 9 anos de prisão, respectivamente, em regime fechado.


Os empresários são figuras públicas e as páginas do Instagram da Paraíso Perdido e da Pousada Aconchego das Águas somam quase 90 mil seguidores, com fotos deles sozinhos ou acompanhados de clientes, artistas e jornalistas. Apesar de tudo isso, o casal estava na condição de foragido. 

Em nota, a Polícia Civil confirmou a prisão, na época, destacando que a confirmação da sentença (transitada em julgado) deu-se em 2018. O casal foi transferido para o Complexo Prisional da Mata Escura e está à disposição da Justiça. Sobre o fato de a decisão ter sido cumprida somente na sexta, a PC disse que só agora o casal foi localizado. 

Outras três pessoas contaram como réus: Joel Costa Duarte, Carlos Alberto Gomes de Andrade e Júlio da Silva Santos. De acordo com a Justiça, Joel abordou a vítima no dia 10 de maio de 2001, quando ela estacionava o carro na porta de casa, no bairro de Itapuã, por volta das 18h30. Eles tomaram o veículo da vítima e a mantiveram no carro enquanto eram efetuados saques de dinheiro em caixas eletrônicos. 

Ao verificar o saldo bancário da vítima, Joel arquitetou a extorsão mediante sequestro, ficando a cargo de Júlio mantê-la em cárcere privado, primeiro no Motel Le Point, em Itapuã, depois numa casa situada na Praia de Ipitanga, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS), alugada ao próprio Joel e a dois comparsas, neste caso, Leandro e Shirley.

Enquanto mantida em cárcere privado, a vítima foi alvo de reiteradas ameaças de morte feitas por Júlio, somente sendo liberada após o pagamento do resgate de R$ 35 mil. 

No processo consta que Leandro conduziu o veículo da vítima e fez os saques. Já Shirlei, foi a responsável por buscar o pagamento do resgate. Já as armas utilizadas na prática dos crimes pertenciam aos dois Joel e Júlio, que conseguiram fugir na ocasião.  

Leandro, Shirley e Carlos Alberto foram presos em flagrante. Posteriormente o casal passou a responder pelos crimes em liberdade, até a justiça ter voltado atrás em 2018.

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A Pousada Paraíso Perdido era um casebre, afirmou uma moradora ao jornal Correio da Bahia.  “Eles chegaram aqui há muito tempo e não tinham dinheiro. O que se comenta é que onde hoje é a Paraíso Perdido era uma casa pequenininha, que eles passaram a tomar conta. Só que a dona morreu e aí eles ficaram, conseguiram investimento e começaram a trazer vários artistas. Não eram ricos quando chegaram aqui. Começaram a crescer depois. Mas ninguém sabe onde eles tiraram esse dinheiro”, contou. 

Já na Pousada Aconchego das Águas a infraestrutura é um pouco menor. Segundo os moradores, nesse empreendimento, o casal é o principal sócio. Três diárias numa cabana custam R$ 2.400.   

POR: Rita Moraes
Publicado em 26/02/2022