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CCBB Rio de Janeiro promove encontros com a Literatura e o Patrimônio

O Clube de Leitura inaugurado em 20 de setembro tem o objetivo de promover a prática e incentivo à leitura, formação de leitores, crítica das obras, diversidade na leitura de autores, acesso à informação, além de possibilitar viagens pelas literaturas e culturas dos escritores de língua portuguesa em todo o planeta. O encontro com a obra de Fernando Pessoa que encerra um ciclo de 4 encontros mensais, acontece direto da Biblioteca do CCBB e conta com a participação do especialista Profa. Gilda Santos. 

Todos os autores escolhidos e suas obras estão em domínio público e podem ser visualizados em pdf no site: http://www.dominiopublico.gov.br.  

O autor escolhido para encerrar o ciclo de leituras do ano no encontro de 20 de Dezembro se chama Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa. Nascido em Lisboa no dia 13 de junho de 1888, ele pertence à primeira fase do modernismo português chamada Orfismo.

Nos dias 25 e 26 de novembro entrarão em votação no Twitter do CCBB RJ (@ccbb_rj) os livros: “Livro do desassossego por Bernardo Soares”, “Poemas completos de Alberto Caeiro” e “Poemas de Álvaro de Campos”. Participe da enquete! 

Para Sueli Voltarelli, gerente geral do CCBB RJ, esse projeto resgata a história do Banco com a cultura e o conhecimento, já que o próprio CCBB tem uma de suas bases de criação em biblioteca montada pelo Banco do Brasil algumas décadas atrás. 

“Antes deste prédio abrigar o CCBB como conhecemos, a biblioteca já estava por aqui, desde 1931, era a biblioteca do Banco do Brasil com um acervo técnico nas áreas de Administração, Finanças e Economia. A partir de 1989, com a instalação do Centro Cultural o acervo foi ampliado para as áreas de Artes, Literatura e Ciências Sociais. Hoje a biblioteca do CCBB RJ possui cerca de 200 mil exemplares, além de oferecer espaços de leitura e sala infanto-juvenil”, relata Sueli.  

Confira os livros em votação: 

Livro do desassossego por Bernardo Soares  

Os fragmentos, que compõem esta complexa obra, representam a inquietude, os sentimentos, as dúvidas e o amplo conhecimento de mundo daquele que segurava a caneta para escrever tão profundas palavras e ao fim assinar sob o heterônimo de Bernardo Soares. Escrita em forma de diário, Livro do Desassossego é a obra de Fernando Pessoa que mais se assemelha a um romance, revelando os mais íntimos pensamentos e impressões do autor. 

 

Poemas completos de Alberto Caeiro 

Os heterônimos de Fernando Pessoa são um extraordinário recurso estilístico, por meio do qual o poeta escreveu a maior parte de sua poesia. Nos Poemas Completos de Alberto Caeiro (1946), em versos simples e tom de parábolas, tudo se tece em torno da natureza contemplada. Alberto Caeiro é o heterônimo “mestre” de todos aqueles criados por Fernando Pessoa. Seu processo criativo é espontâneo e de completa naturalidade. Seus poemas são a própria biografia. 

 

Poemas de Álvaro de Campos  

Além de ter tido uma vida e um estilo próprios, e, por isso, uma inteira independência face ao seu criador, Campos saltava do palco da ficção em que fora idealizado para o rés-do-chão da realidade e intervinha no dia a dia do seu duplo. Pessoa escreveu que Campos é o personagem de uma peça. O que falta é a peça. E também, textualmente, que o dramaturgo é o máximo do poeta. É conhecida, mas não levada a sério a afirmação de que cada um dos seus heterónimos constitui um drama e, todos juntos, outro drama. Escreveu também Pessoa que tinha previsto a evolução de cada um desses personagens, e que pensava publicar os livros com os horóscopos (biografias abreviadas) e, até, fotografias. 

Nos meses de setembro, outubro e novembro de 2021 os livros escolhidos pelos leitores foram “Senhora”, “Dom Casmurro” e o “Crime de Padre Amaro”, e os encontros estão disponíveis no youtube do Banco do Brasil. São eles: 

 

Senhora 

Publicado em 1875, o livro conta a história do casamento entre Aurélia, moça pobre e órfã que acaba se tornando herdeira de grande fortuna, e Fernando Seixas, frequentador dos altos círculos da corte, mas incapaz de manter financeiramente sua vida luxuosa. Apaixonada por Seixas em seus dias de pobreza, Aurélia é trocada pelo amado por uma moça com um dote de trinta contos de réis. Em uma das muitas reviravoltas do enredo, porém, Aurélia acaba herdeira de grande fortuna, e atrai Seixas de volta para si, anonimamente, em troca de uma quantia três vezes maior. No entanto, logo na noite de núpcias ela revela seu expediente e toda a hipocrisia inerente à transação da compra do marido, e a partir de então a relação dos recém-casados se torna um jogo mordaz de intrigas, manobras sigilosas e diálogos ácidos e repletos de subentendidos. 

Clique aqui para acessar a livehttps://www.youtube.com/watch?v=XnVbZEJkEpw 

 

O Crime de Padre Amaro 

Grande marco do Realismo em Portugal, publicado originalmente em 1875, esta é a obra mais polêmica de Eça de Queirós. Em O crime do padre Amaro, o autor adota um ponto de vista desapaixonado para narrar a história da infeliz Amélia, seduzida pelo inescrupuloso Amaro, que entra para o convento graças à imposição de uma nobre beata. Sem vocação alguma, o padre aceita o seu destino passivamente, mostrando absoluto desinteresse pela profissão que abraça sem entusiasmo, e termina pecando contra a castidade, traindo os votos proferidos na sua ordenação. Amélia, educada em um ambiente fervorosamente católico, acostuma-se a viver em um meio hipócrita. Sua atração pelo padre, pura paixão carnal que a desorienta e destrói, nasce da falta de referências morais e do desconhecimento completo do que seja o amor. Em O crime do padre Amaro, os burgueses, os aristocratas, os políticos e os sacerdotes são os vários componentes de um sistema social decadente e perverso. Os seres humanos não são indivíduos propriamente, mas temperamentos dominados pelo instinto e pelo meio social, que lhes determinam o modo de agir. Ao ser publicada, em 1875, esta obra foi alvo de protestos por parte da Igreja Católica em Portugal. A crítica, por sua vez, recebeu o livro com entusiasmo. Com irreverência e sarcasmo, Eça de Queirós tenta resgatar os valores que uma sociedade em declínio havia perdido. 

Clique aqui para acessar a live: https://youtu.be/gC4sIlOwhGA 

Dom Casmurro  

Em Dom Casmurro, o narrador Bento Santiago retoma a infância que passou na Rua de Matacavalos e conta a história do amor e das desventuras que viveu com Capitu, uma das personagens mais enigmáticas e intrigantes da literatura brasileira. Nas páginas deste romance, encontra-se a versão de um homem perturbado pelo ciúme, que revela, aos poucos, sua psicologia complexa e enreda o leitor em sua narrativa ambígua acerca do acontecimento ou não do adultério da mulher com olhos de ressaca, uma das maiores polêmicas da literatura brasileira. 

Clique aqui para acessar a live: https://youtu.be/S7KTNG_ZsyY  

 Exposição “Tempo é Dinheiro?” relaciona relógio com capital 

 

 

 

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta Tempo é dinheiro?, mostra que acontece entre os dias 24 de novembro de 2021 a 28 de fevereiro de 2022 e se integra à Galeria de Valores, exposição permanente da coleção do Banco do Brasil. 

Em uma época onde a informação das horas não estava acessível em computadores e nem em celulares, era o relógio de parede que ajudava a acompanhar as movimentações financeiras em pontos estratégicos das agências bancárias. 

Nessa exposição temos o prazer de oferecer a oportunidade da troca coletiva: poderá apontar a câmera do seu celular na leitura do QrCode e compartilhar seu conhecimento de informações técnicas e afetivas sobre os relógios. 

 CCBB  Educativo – Tempo é dinheiro? 

De 24/11/2021 a 13/12/2021 

Você já usou a expressão “tempo é dinheiro”? O famoso provérbio criado por Benjamin Franklin em 1748 faz parte da nossa vida cotidiana até hoje. Quais as relações entre o nosso tempo de vida, nossa força de trabalho e o dinheiro? Através de obras selecionadas do acervo patrimonial do Banco do Brasil, vamos discutir como organizamos o nosso tempo e como isso reflete os nossos modos de vida contemporâneos.  

 Classificação indicativa: Livre – recomendado para pessoas acima de 6 anos 

Duração: 1h
Capacidade: 10 pessoas 

Para retirar seu ingresso no site/app Eventim, clique aqui. 

Funcionamento: Segundas às 16h, quintas às 12h e sábados às 16h (com Libras) 

Para mais informações, acesse ccbb.com.br ou aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo: 

Serviço 

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro 

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – 20010-000 – Rio de Janeiro (RJ)  

Horário de Funcionamento:  

Segundas, quartas e domingos das 9h às 19h 

Quintas, sextas e sábados das 9h às 20h. 

Informações: (21) 3808-2020 

bb.com.br/cultura 

twitter.com/ccbb_rj 

facebook.com/ccbb_rj 

instagram/ccbbr

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#conectadocoanoticia 

POR: Rita Moraes
Publicado em 25/11/2021