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Banco Central do Brasil fase do projeto Open Banking

A segunda fase do Open Banking no Brasil começou nesta quinta-feira, 12, após ter sido adiada em julho. Agora, os clientes poderão solicitar o compartilhamento de dados cadastrais e informações sobre transações e serviços contratados em instituições financeiras.

A plataforma é supervisionada pelo Banco Central e vai permitir que os clientes compartilhem, sob autorização, dados pessoais com bancos e fintechs para receber, melhores taxas de juros, etc. 

O que é?

A base do Open Banking está na premissa de que os dados pertencem aos usuários. Isso quer dizer que se você autorizar a utilização das suas informações, esses dados devem ser disponibilizados para que você possa ter acesso a outros produtos e serviços que forem mais convenientes às suas necessidades, sem que você esteja “amarrado” em um só lugar.

Entenda

As Instituições financeiras são conhecidas por terem um modelo de funcionamento em que todos os serviços e produtos são criados e gerenciados internamente. Esse modelo dá ao banco total controle sobre cada aspecto das suas operações. Com o Open Bancking, esse modelo é aberto e o cliente pode escolher qual a melhor opção de serviço para ele, sem estar atrelado exclusivamente aos serviços financeiros locais.

Por meio de integrações, bancos, ferramentas, empresas, correspondentes bancários e muitos outros poderão “conversar” entre si e esses dados poderão circular dando toda a liberdade que o consumidor precisa para facilitar a sua vida financeira e resolver suas maiores necessidades.

Objetivo do Open Banking

O objetivo do Open Banking é desenvolver sistemas integrados, que facilitem o controle e a transferência de informações de dados, histórico, contas, empréstimos, etc. Todo o tipo de produto e serviço oferecido pelos bancos seria integrado de maneira a evitar processos complicados e demorados. 

Com essa abertura bancária, o cliente de banco vai ter o poder de decisão sobre o que, como, quando e onde usar um produto ou serviço financeiro.

Pode parecer que com o Open Banking as informações dos clientes ficarão soltas e desprotegidas. No entanto, os bancos e instituições financeiras ainda serão responsáveis pela proteção de dados sigilosos. Aliás, a proteção aos dados é um tema muito importante e claro que está sendo levado em consideração nesse assunto.

Início do projeto 

No dia 24 de abril de 2019,  o Banco Central divulgou as diretrizes fundamentais que vão orientar a   regulamentação do Open Banking. São medidas que seguem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) com o objetivo de regular o modelo e assegurar a eficiência das instituições financeiras, de pagamento e demais instituições em compliance também com as regras do BACEN.

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POR: Rita Moraes
Publicado em 13/08/2021