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Novembro Azul: acompanhamento com o especialista deve começar ainda na infância

O mês de novembro é marcado pela campanha de conscientização voltada à sociedade, e, especificamente, aos homens, acerca do combate e prevenção ao câncer de próstata. Em contrapartida, o urologista da Clínica Elsimar Coutinho, Dr. Gabriel Atta, acredita que a melhor forma de prevenir a doença é adotando práticas simples no dia-a-dia, como dormir cedo, fazer atividades físicas, tomar sol, comer alimentos saudáveis, não ingerir bebida alcoólica e não se estressar. “É preciso ter um estilo de vida sadio, mas, antes de tudo, a população deve voltar a ter um profissional de confiança que o acompanhe desde criança. Isso faz toda diferença!”, relata o especialista.

De acordo com o médico, os homens que se cuidam desde cedo têm menos chances de adoecer. Esse estímulo em procurar um urologista deve começar quando ainda ele for uma criança do sexo masculino, em torno dos dez anos, que é quando esse indivíduo vai iniciar o processo de puberdade. A supervisão de um especialista da área nesta fase é indispensável, pois, é a partir deste momento que o profissional vai acompanhar de ano em ano o desenvolvimento do testículo, da sexualidade e do cuidado com o pênis, evitando, desta forma, que o paciente venha adoecer. “Tem que ter uma química, o paciente tem que confiar no médico e vice e versa”, afirma. 

Dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer revela que neste ano, a estimativa é que a Bahia tenha 32.580 novos casos do tumor maligno. O câncer de próstata é uma doença silenciosa, sem sintomas, por este motivo, o acompanhamento periódico consiste em um diagnóstico precoce. Quando os indícios da enfermidade começam a se revelar, provavelmente, o paciente não será mais curado, porque este tumor já estará fora da glândula prostática.  “Geralmente os piores cânceres, os mais agressivos começam por volta dos 30 a 35 anos, quem tem um histórico familiar precisa ser olhado com mais cuidado. Principalmente, os afrodescentes, já que a pele escura tem uma maior probabilidade de ter a doença na forma mais avassaladora”, alerta Atta. 

Os exames mais comuns para se diagnosticar este tipo de tumor são o exame de sangue PSA, o toque retal e a ultrassonografia. No entanto, segundo o Dr. Gabriel, o procedimento que vai constatar se de fato existe a possibilidade de câncer é o toque retal. Há também outros exames que trabalham mais detalhadamente na detecção da doença, tal como a urodinâmica, a ressonância magnética da próstata e a biópsia prostática. Todos esses exames devem ser feitos anualmente. “Caso o diagnóstico seja positivo, o paciente  junto com a família e com o médico de confiança que o acompanha deve decidir qual o melhor tipo de tratamento”, aconselha o urologista. 

Ao todo existem cinco tipos de tratamentos voltados ao câncer de próstata, mas a eficácia de quaisquer método vai depender, sobretudo, do paciente, de o procedimento foi feito e da evolução da doença. Na VA – Vigilância Ativa, o procedimento é realizado sem intervenções cirúrgicas ou radioterapia. O médico acompanha  de perto o caso fazendo biópsia em prazos específicos, para verificar se esse tumor será invasivo ou se tornará um problema no futuro. A cirurgia é o único tratamento que cura definitivamente a doença, porque ocorre a retirada do órgão por completo, se a doença estiver localizada apenas na próstata essa cura é permanente. 

 

Por sua vez, na radioterapia também há chances de cura, mas a próstata persiste e as regiões que não foram tratadas podem se desenvolver como câncer de próstata. Já na Hormonioterapia, não há uma recuperação do indivíduo, no entanto, esta técnica controla a doença por um longo período, podendo chegar a dez anos. Para o especialista encarar o problema de frente e crer no tratamento selecionado tornam o processo menos doloroso. “Quando você acredita que vai melhorar, quando se tem fé, o corpo produz hormônios do bem, as endorfinas, as citocinas, e outras aminas, daí o seu cérebro trabalha no sentido de que você vai melhorar, trabalha o otimismo”, finaliza.

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POR: Rita Moraes
Publicado em 11/11/2020