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Museu Afro Brasil recebe projeção do Coletivo Coletores em sua fachada; ação acontece nos dias 16 e 17/12

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Foto: Daniela Cordeiro
No último final de semana antes dos festejos de Natal, o Parque Ibirapuera receberá trabalhos de três artistas que serão projetados na fachada do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, numa ação realizada pela instituição em parceria com o Coletivo Coletores.

Unidos por se contraporem ativamente ao apagamento negro e questionarem o direito à cidade e à memória, o MAB Emanoel Araujo e os artistas Toni Baptiste e Flávio Camargo, do Coletivo Coletores, compõem o comitê misto que desenhou esta primeira edição de projeções de vídeo mapping na fachada do Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, sede do Museu.

Para celebrar esta projeção de trabalhos de artistas realizados a partir de diferentes contextos e referências, o Museu preparou atividades complementares que são convites para mergulhar na linguagem do vídeo mapping.

No dia 16/12 às 16h30, no Teatro Ruth Cardoso, haverá uma conversa com os artistas Toni Baptiste e Flávio Camargo, do Coletivo Coletores, acompanhados pelas pessoas/grupos selecionados no edital, sobre Arte, Tecnologia, Negritude e Espaço Público. Em seguida, serão projetados os primeiros trabalhos na parte externa do prédio do Museu.

No dia 17/12, está previsto um workshop ministrado também pelo Coletivo Coletores, voltado a artistas iniciantes ou profissionais que queiram conhecer ou se aprofundar na técnica do vídeo mapping, também às 16h30. E às 19h terá início o segundo momento de projeção na fachada, com duração até às 22h.

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo tem um longo e profícuo histórico de atuação junto aos artistas de rua, muralistas e grafiteiros. Desde sua fundação, várias mostras de obras de artistas que adotam estas linguagens participaram de exposições na instituição, com destaque para Território Ocupado (2006), considerada uma das primeiras mostras sobre grafite exibidas em museus brasileiros.

Nesse sentido, buscando dar mais visibilidade a esta produção e aliada a um programa de intervenções nas diferentes fachadas do prédio do Museu, a Associação Museu Afro Brasil, organização social de cultura gestora do Museu, lançou o edital de ocupação da fachada, iniciativa que se repetirá anualmente.

Com o intuito de ampliar e diversificar o diálogo com diferentes públicos e expandir a relação do Museu com o seu entorno, o projeto promove uma maior integração da instituição ao parque, atraindo novos visitantes, ao mesmo tempo em que explora a arquitetura do Pavilhão onde o Museu está instalado.

Acesse AQUI as fotos de divulgação 🙂


Sobre o Coletivo Coletores

Em sua pesquisa poética, o Coletivo Coletores, nascido há 15 anos na periferia de São Paulo, realiza ações que buscam evidenciar a história e as estratégias de resistência das coletividades e movimentos culturais insurgentes, além de colaborar com espaços, coletivos e movimentos sociais periféricos ou historicamente marginalizados. É vencedor do Prêmio PIPA 2022, do prêmio ProAC trajetória Artes Visuais e já teve trabalhos expostos no Itaú Cultural, MAMSP, CCSP, Instituto Moreira Salles, Rede SESC entre outros.

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo:

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo, administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu idealizador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte.

Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu conserva, em cerca de 12 mil m2, um acervo museológico com mais de 8 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias, além de diversos eventos dentro de sua programação.

 
SERVIÇO:
Dias 16 e 17/12/2023
Projeção de artistas/coletivos selecionados pelo edital
Local: Fachada do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Horário: das 19h às 22h
EVENTO GRATUITO

Dia 16/12/2023:
Conversa sobre Arte, Tecnologia, Negritude e Espaço Público
com Coletivo Coletores e Artistas/Grupos selecionados pelo edital
Local: Teatro Ruth de Souza – Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Horário: 16h30
ENTRADA GRATUITA
 
Dia 17/12/2023:
Workshop de Vídeo Mapping com Coletivo Coletores
Local: Teatro Ruth de Souza – Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Horário: 16h30
ENTRADA GRATUITA

Acompanhe toda a programação via redes sociais:
@museuafrobrasilemanoelaraujo

Endereço: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (Parque Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 10, São Paulo – SP, 04094-050)


Funcionamento área interna: terça a domingo, 10h às 17h (permanência até às 18h)

Ingresso: R$ 15 (estudantes, portadores de ID Jovem, aposentados e maiores de 60 anos, R$ 7,50), vendidos presencialmente ou online

Grátis mediante apresentação de comprovação para:
– crianças abaixo de 7 anos
– grupos de escolas públicas e entidades de função social
– corpo docente e funcionários de escolas públicas e da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, estendendo-se aos familiares
– Policiais militares, civis e da Polícia técnico-científica da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, estendendo-se aos familiares
– Profissionais da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, estendendo-se aos familiares
– Guias de turismo credenciado
– Membros associados ao Icom
– Pessoas com deficiência, com um acompanhante

Estacionamento (Parque Ibirapuera)
Horário: das 5h à 0h
Acessos: Portões 3 e 7
Preço: segunda a sexta, R$ 11; sábado, domingo e feriado R$ 13

Acessibilidade
– Rampas de acesso do piso térreo ao piso superior
– Cadeiras de rodas mecânica e motorizada
– Passagens amplas que permitem o trânsito pelas exposições
– Bancos posicionados no espaço expositivo
– Educadores formados para atender diversos públicos com necessidades diferenciadas
– Tradução em libras simultânea durante as conversas na galeria
– O Teatro Ruth de Souza, com capacidade para 150 pessoas, também conta com acessibilidade física.

POR: Rita Moraes
Publicado em 03/12/2023