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Lúcia Martins Coelho Barbosa

 


Com o projeto Peretá (“Caminho” em Tupi Guarani) exibiu o grafismo indígena e instalações em 4 capitais brasileiras – Brasília, Goiânia, São Paulo e Campo Grande.

Premiada em 1991 com 1º Prêmio (Desenho) Salão de Arte de Dourados (MS), em 1992 com a Medalha de Prata (Pintura) no Salão de Franca (SP), em 1996 Exposição Pan Americana de Artes Plásticas em Corumbá (MS) e em 1998 com 1º Prêmio (Pintura) no 11º Salão de Artes Plásticas de MS Campo Grande, a artista segue expondo seu trabalho em coletivas e individuais pelo mundo.

Em 2016 criou o Múltiplo Ateliê onde desenvolve trabalhos com artistas e pesquisadores, incluindo gastronomia, educação somática, dança contemporânea, yoga e audiovisual.

Lúcia Martins Coelho Barbosa, artista plástica, vive e trabalha na cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, de onde desenvolve seu poder criativo em obras espalhadas pelo mundo. Formada em História pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMAT) e pós-graduada na área de Comunicação Imagem e Som pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Lúcia sempre teve ao seu redor a natureza, a vida rural, a convivência com os povos originários e suas obras expõe este universo de forma ímpar. A aptidão pela arte vem desde a infância quando fazia pintura, entalhe, tapeçaria e pinturas em couro. Bem-humorada relembra que nesta fase trocava a soluções de problemas de matemática por desenhos.

A atenção na arte de Lúcia é a facilmente notada com a fluidez em que transita por diferentes temas e estilos, desde pastel seco sobre papel, acrílico, esculturas e instalações, fotografias e como autora de livros, sem perder a veracidade do conjunto. Já participou em trinta exposições entre individuas e coletivas.

Com uma trajetória de mais de 40 anos atuando com artes visuais já exibiu suas obras em Portugal, Itália, França, Israel, EUA, Japão e Paraguai. Foi aluna de Ignês Correa da Costa, discipula de Portinari, onde absorveu o ofício e a disciplina ao pintar. Também estudou com Azad Nanakeli, professor, pintor é grande expoente da Arte Kurda na Itália: “Lúcia, uma artista ainda inédita, porém madura, pinta com singular violência e poesia, cria profundidade espacial na cor, sugerindo superfícies desiguais, formatos diferentes e estruturas cadenciadas. “, comenta o mestre.

As telas de Lúcia retratam três temas em especial: a onça-pintada, as árvores e o abstrato.

Desde 1991 suas onças chamam a atenção pelo minucioso trabalho realizado com pastel seco sobre papel, onde cada fio de pelo do animal é desenhado um a um, em uma técnica autoral. As onças são apresentadas em versões ultrarrealistas, coloridas e/ou gráficas.

Velhas árvores, novas árvores, não importa. Enquanto pintura, são pinceladas com pigmentos variados, a atenção está centrada no vigor do tronco. Híbridas, investem sobre o tempo com movimentos suaves, quase um lamento. Sagradas, feridas, tribais ou cortadas, as árvores são mais que uma árvore nas obras de Lúcia, são a grande metáfora, são o signo ancestral da vida e da sabedoria.

abstratismo de Lúcia surge em pinceladas fortes, com movimentos pulsantes. Retratam momentos e experiências da vida, em cores criadas pela artista.

Com o projeto Peretá (“Caminho” em Tupi Guarani) exibiu o grafismo indígena e instalações em 4 capitais brasileiras – Brasília, Goiânia, São Paulo e Campo Grande.

 

Premiada em 1991 com 1º Prêmio (Desenho) Salão de Arte de Dourados (MS), em 1992 com a Medalha de Prata (Pintura) no Salão de Franca (SP), em 1996 Exposição Pan Americana de Artes Plásticas em Corumbá (MS) e em 1998 com 1º Prêmio (Pintura) no 11º Salão de Artes Plásticas de MS Campo Grande, a artista segue expondo seu trabalho em coletivas e individuais pelo mundo.

Em 2016 criou o Múltiplo Ateliê onde desenvolve trabalhos com artistas e pesquisadores, incluindo gastronomia, educação somática, dança contemporânea, yoga e audiovisua

 

POR: Rita Moraes
Publicado em 19/09/2023