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João Martins inaugura exposição “As Cores no Cangaço”, na Sala Carlos Bastos

 

De 5 a 15 de outubro a Sala Carlos Bastos, espaço para mostras de arte do Teatro Módulo, na Pituba, recebe a exposição inédita de pinturas “As Cores no Cangaço”, do artista plástico João Martins. Inspirada no livro “Estrelas de Couro: A Estética do Cangaço”, do escritor e historiador Frederico Pernambucano de Mello, a mostra reúne 21 obras em acrílica sobre tela, em tamanhos variados, onde o lado humano e antropológico do Cangaceiro, com seus hábitos e costumes, roupas e utensílios, são representados através da criação do artista, que buscou conferir aos quadros uma imagem forte e colorida. “É com esse sentimento poético que procurei mostrar um figurativo, tanto histórico, quanto festivo, numa leitura colorida e alegre, entre bandeirolas, sanfonas e mandacarus, no cenário bonito da Caatinga, com suas frutas e passarinhos, como o Sertão sempre foi. A exposição apresenta portanto o meu contexto artístico e onírico sobre o Cangaço, com todas as cores da minha poesia, declara João Martins”.

O artista – João Martins nasceu em Irará, interior da Bahia, em 1949. Estudou Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da UFBA. Fez sua primeira exposição individual, A Poesia das Cores, em 1998. Em 1999 expôs a mostra Cores Poéticas. Ambas foram montadas na Galeria da Casa do Comércio, em Salvador. Ainda em 1999 realizou a exposição Irará em Mim,  em Irará. Em 2001, a exposição Calendários em Salvador e, em 2002, representou o Brasil na Itália no XXII Festival Latino Americano de Arte em Milão com a Coleção Cores do Brasil, e na exposição coletiva Colori in Festa Arezano, em Gênova, na Itália.

 

Em 2007 fez parte do projeto Arte Sofitel-Galeria Prova do Artista, com a exposição Curumins e Passarins, em Costa do Sauipe e na Aliança Francesa de Brasília. Em 2009 levou para Irará Curumins e Passarins e abriu no Teatro XVIII, no Pelourinho, a mostra As Cores dos Orixás. No mesmo ano no CUCA, em Feira de Santana, montou a exposição A Poesia das Coisas.

Em 2019 participou da Semana Nacional nos Museus com a Coleção Mãos ao Barro e da exposição Saberes e Sabores de Irará, no Museu Udo Knoff, em Salvador. Participou de inúmeras Exposições Coletivas dentre as quais O Encontro dos Sete Caminhos, na Galeria do Farol da Barra, da Exposição Comemorativa aos 500 anos do Descobrimento da Baía de Todos os Santos, da coletiva Arte Contemporânea, na Galeria Prova do Artista. Participou da Exposição Coletiva A Mão Afro da Bahia, no IRDEB. Todas aconteceram em Salvador. Fez também parte da  Coletiva Grandes Artistas da Bahia em Pequenos Formatos, no Museu Regional de Arte, em Feira de Santana e da Exposição em homenagem ao escritor baiano João Ubaldo, em Itaparica.

Q joaomartinspoetadacor

E joao.martins

K www.joaomartins.art.br

L 71 98878 0613

O que falam sobre João Martins

 

“De forma bem viva, João Martins nos traz aos olhos uma estética que se requintou sobretudo no período de Lampião, chefe do Cangaço que, sem esconder sua violência, possuía sensibilidade plástica à flor da pele, desde quando, adolescente, produzia em couro e ornamentava com pespontos, debruns e ilhoses, cintos, correias, coldres e bainhas, vendendo sua produção nas povoações da ribeira do Pajeú, Pernambuco.

“Na sua Exposição As Cores no Cangaço, Martins apresentará sua leitura sobre a estética do Cangaço, insurgência popular coletiva que teve lugar nos sertões do Nordeste do Brasil. Envolvendo o ambiente, com suas cores, vegetação, frutas,

pássaros, animais, objetos da mesa e da festa, a paleta do artista nos devolve o clima humano do que o Poeta Vicente Serejo chamou de “sertão do nunca mais”.

Quando o Cangaço, pela força de sua estética, sobe a tema da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, vitoriosa no Carnaval carioca de 2023, confesso o orgulho por ter João Martins se inspirado em meu livro “Estrelas de Couro: A Estética do Cangaço”,  prefaciado pelo saudoso Ariano Suassuna, ora disponível em quarta edição revista. O sol do Nordeste profundo está presente nas cores do artista baiano, com todos os signos místicos presentes na indumentária extravagante do Cangaceiro.”

 

Frederico Pernambucano de Mello

Historiador/Escritor/Membro da Academia

Pernambucana de Letras

 

“Essa Coleção Cangaço, de João Martins, é uma explosão de mosquetes na tela pintada, produz som de sanfona no coração, uma bala certeira na crueldade e na

beleza das desigualdades humanas”

Edson Barbosa

Publicitário

 

“João Martins, eu tenho a maior admiração por você e sua obra. Gosto muito do seu trabalho, é muito interessante e muito bom. O Doce, o Romântico e o Poético:

legítimas preocupações desse artista de natureza singela que tem a Pintura como

prolongamento da sua Poesia. Para mim, assim é João.”

 

Bel Borba

Artista Plástico

 

“João Martins, um baiano da querida Irará. Nordestino! Nasceu e vive numa região que é um celeiro de ARTE e belezas naturais, de uma força folclórica e de um povo simples, aguerrido e genuíno de alma. Esse ambiente inspira à todos e naturalmente, João, com sua sensibilidade, traduz com seus pincéis um momento histórico da nossa História com muita poesia, cores e uma riqueza de detalhes nessa linda Exposição sobre o Cangaço.”

 

Gustavo Caribé Checucci

Professor/Advogado/Mestre

 

“Ver meu Sertão colorido pelas mãos de João Martins é a certeza que a Arte nos leva ao mundo sem fim. Ao invés de homens armados, contemplo a beleza do xaxado…num quadro inspirado em mim. Escrevi estes versos de coração livre, explicando o inexplicável, que só Arte, por si só, revela.”

 

Edimar Santos – Historiador

Euclides da Cunha – BA

 

“A coleção do Cangaço de João Martins é um presente maravilhoso que remonta a nossa história de forma exibe em cores alegres. Símbolos nordestinos se harmonizam e oferecem sutileza, sensibilidade e leveza. Tudo recheado com a beleza, vida e a vibração que são marcas sempre presentes na obra desse iraraense querido e talentoso que orgulha a Bahia.”

 

Del Feliz

Cantor e Compositor

 

UM ALFAIATE CABOCLO

COSTUROU E BORDOU

NO TECIDO DA VIDA,

A DOR,

A FALTA DE VEZ

E DE VOZ.

E SUA VOZ,

FOI SAIR

NO ESTAMPIDO

DOS RIFLES

E MOSQUETES,

QUE FAZIA TREMER

O ALGOZ.

MAS,

SEU MUNDO SECO,

DA COR DO CHÃO,

LAMPIÃO,

SE COLORIA

NAS SANFONAS

EM FESTA

DO SERTÃO.

(JOÃO MARTINS)

 

João Martins – O Poeta da Cor

 

Serviço:

Exposição “As Cores no Cangaço” – do artista plástico João Martins

De 5 a 15 de outubro na Sala Carlos Bastos, no Teatro Módulo, na Pituba

Contatos para entrevistas podem ser feitos através de Bel Loureiro – 71 98258-0594 

POR: Rita Moraes
Publicado em 03/10/2023