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“Inaê, a menina que nasceu Água”, escritora baiana Inaê Sodré reverencia Yemanjá em seu segundo livro

Brincando com simbologias mitológicas e arquétipos que permeiam o imaginário de diversas sociedades mundo afora, a escritora e atriz baiana, Inaê Sodré, lança no sábado, 10 de abril, seu segundo livro autoral, intitulado “Inaê, a menina que nasceu Água”. O livro, que trata da água personificada em uma jovem sereia, foi imaginado e escrito a partir do mergulho nas simbologias do seu nome, Inaê, que significa Rainha das Águas, em Iorubá, língua de África, falada em regiões da Nigéria, Togo, Benin e Serra Leoa, chegada ao Brasil a partir do séc. XVI. O lançamento acontece às 17 h, de forma virtual, através do YouTube, no canal inaeameninaquenasceuagua.

No livro, Inaê nasce do ventre de Iemanjá, dezesseis dias depois de sua festa, comemorada no dia 02 de fevereiro, no Rio Vermelho, em Salvador. A Sereinha conquista então os habitantes dos mares, mas sonha conhecer a antiga morada de sua mãe, o Rio Ogum, na Nigéria, em África. “Uma história que mistura belezas simbólicas do nosso imaginário e das forças de nossas ancestralidades”, conta Inaê.

Lançado pela Editora VERNASE, com ilustrações de Marcos Costa, o livro de temática infantojuvenil conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal. A Editora VERNASE, criada em 2014, pertence ao design gráfico Lino Greenhalgh.

Sobre Inaê Sodré – Escritora, poeta, dramaturga, atriz e Professora da Língua Portuguesa do Brasil, graduada em Letras-UFBA e mestre em Estudos de Linguagem- PPGEL-UNEB, Inaê Sodré nasceu em 18 de fevereiro de 1976, em Ipirá, Sertão da Bahia, iniciando sua carreira artística como cantora aos 16 anos. Em 2000, começa a estudar teatro com Meran Vargem no TCA. Em seguida, assume dois papeis na peça Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto, direção de Marcos Machado, no Espaço Xisto. Como dramaturga e atriz, cria e interpreta FêmeasMirante dos AstrosPalavra há TempoEstrela da quarta dimensão do Espaço: Tempo. Em 2016, coordena o projeto Garagem Literária (SECULT-BA), em Ipirá. Em 2018, lança o livro de poesia erótica Ardor e Ardências. Em 2019, estreia Ardor e Ardências: Teatro.

Sobre Marcos Costa – Nascido em São Félix, no recôncavo baiano, Marcos Costa é Artista Visual formado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da UFBA. Grafiteiro com 20 anos de experiência, possui Prêmios com trabalhos em Ilustrações, Cenografia, Pintura Corporal e também com Arte Educação. Recentemente, o artista foi premiado em 1° lugar no II Desafio Criativo Quarentena Ilustrada, promovido pela Mil Muros e assinou contrato de parceria com a Cia. Francesa Eskis; é autor do estilo, por ele denominado, Afrograffiti, inspirado na arte africana tradicional e do enigmático cachorrinho “Boca Preta” que já é considerado uma de suas marcas. Marcos Costa administra O Cabuloso, Atelier de Arte e Cultura de Rua no Pelourinho, em Salvador-Bahia.

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POR: Rita Moraes
Publicado em 06/04/2021