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Enterro do cantor sertanejo Gabriel Diniz é marcado pela emoção

Uma fila do tamanho do talento. Para uma despedida tão curta quanto a carreira de Gabriel Diniz.

“Um vazio. Eu estou sem conseguir entender o porquê tinha que ser ele agora, no auge da carreira”, lamentou Eldelene Pessoa, estudante.

“Se tem um cara que fez a coisa com amor é Gabriel Diniz. É por isso que eu falo, repito e não me canso de repetir: ele está vivo e vai ficar vivo até quando ele for lembrado”, disse o cantor Ramon Schnayder.

Teve gente que esperou horas até chegar ao local, mas não conseguiu olhar. O cantor Wesley Safadão desabou ao rever o amigo.

Os colegas de banda, que estavam com Gabriel horas antes do acidente, foram recebidos com palmas. Rezaram e cantaram por ele.

A namorada Caroline, que esperava Gabriel na segunda (27) para festejar o aniversário, ficou quase o tempo todo ao lado do caixão. Já na parte da tarde, a multidão que lotou um ginásio se reuniu numa missa. Em seguida, o corpo de Gabriel Diniz seguiu em cortejo num carro aberto.

Gabriel Diniz foi enterrado no fim da tarde desta terça, numa cerimônia reservada à família. Para os fãs, ele deixa uma lembrança que vai além da música: Gabriel era um exemplo de alegria

“Às vezes você pensa que está sonhando, mas você não está. E a vida, eu sempre falo para os meus filhos, sempre falo para a minha esposa, a vida não é como um videogame, que a gente pode pular algumas etapas. A gente veio para viver intensamente, do jeito que Deus fornece para a gente. Então, a gente fica triste, mas, eu nesse momento, assim, eu até falo para os fãs, para as pessoas que não se sintam tristes, porque o Gabriel é, para mim, a maior representatividade da alegria. E eu não me incomodo se as pessoas se manifestarem com a alegria nesse momento, de maneira alguma, eu acho que a gente tem que guardar as coisas boas que ele deixou para a gente”, disse Francisco Cizinato Diniz, pai de Gabriel.

Emoção também no velório de Abraão Farias, o piloto do avião. E na despedida ao copiloto, Linaldo Xavier Rodrigues, em Água Branca, no Sertão de Alagoas.

POR: Rita Moraes
Publicado em 29/05/2019