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7º Festival Internacional de Cinema & Transcendência homenageia Dia da Consciência Negra

Na próxima sexta, 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra. O Festival Internacional Cinema e Transcendência não poderia deixar de homenagear esta importante data e dedica um fim de semana inteiro à filmes e debates sobre o assunto. A programação especial começa na própria sexta com a exibição, às 21h, do filme inédito O Outro Lado da Memória, seguida de conversa com o diretor André Luiz Oliveira, curador do Festival. No dia seguinte, sábado, às 17h, será realizado o debate “Consciência Negra – O Outro Lado da Memória”, com André Luiz Oliveira e o produtor Caetano Curi; e, às 21h, tem sessão única de Orin – Música para os Orixás, com apresentação do diretor Henrique Duarte. Encerrando as homenagens, no domingo, às 17h, acontece o debate “Consciência Negra – Ancestralidade viva em todos nós”, com Henrique Duarte e a mestra griô Ebomi Cici de Oxalá, e a sessão, às 21h, de Gangbé, de Arnaud Robert. Para assistir aos filmes e aos debates, basta acessar gratuitamente o site www.festivalcinemaetranscendencia.comclicar na cadeira vermelha da “sala de cinema”, colocar nome, e-mail e aproveitar toda a programação do festival até 27 de novembro. O público poderá participar dos debates por meio de chat, sem necessidade de inscrição prévia.

“Temos que comemorar todos os dias a consciência negra, o privilégio de termos sido misturados com as pessoas do continente africano, mesmo que isso tenha sido de maneira dolorosa, para sermos um país com mais igualdade. A visão eurocêntrica ainda domina e não se fala dos negros como pessoas que vieram construir uma nação. A herança africana está no nosso DNA e O Outro Lado da Memória trata muito disso.Ele é inspirado no livro “Viva o Povo Brasileiro”, obra-prima de João Ubaldo Ribeiro, que mostra essa realidade de forma muito criativa e profunda, a contradição da alma brasileira a partir de pessoas que vieram escravizadas da África”, comenta André Luiz Oliveira.

O Outro Lado da Memória foi premiado na Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e conta a saga do diretor para filmar o livro “Viva o Povo Brasileiro”. O projeto não chega a ser concretizado após uma década de trabalho intensivo, porém, muita coisa foi produzida e, no “outro lado da memória”, é o próprio diretor quem narra e conduz o documentário em busca de respostas. O filme terá uma nova sessão no dia 27, no encerramento do Festival.

Orin  Música para os Orixás, de Henrique Duarte, mostra a influência da música do Candomblé sobre os mais variados gêneros da música popular brasileira. No debate com a mestra griô Ebomi Cici de Oxalá, no dia seguinte a exibição do filme, Henrique também falará sobre os desafios de filmar em espaços considerados sagrados, rituais tradicionais e as inspirações que o levaram à criação da obra. Gangbé, produção suíça assinada por Arnaud Robert, será exibida com legendas LSE (legendagem descritiva para surdos e ensurdecidos). O documentário apresenta, a partir da Gangbé Brass Band, uma jornada por uma África contemporânea, que não mais aspira apenas ao sonho europeu, mas, de maneira poética e descolada, abre novos horizontes.

A sétima edição do Festival oferece uma sessão por dia, às 21h, com apresentação ao vivo feita por Carina Bini, produtora e cocuradora (os filmes só estão disponíveis no horário da sessão) e uma introdução gravada pelas diretoras dos filmes. Ao todo, serão exibidos 12 longas-metragens. Já foram realizadas livescom o neurocientista Sidarta Ribeiro e a Monja Coen. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil e integra as ações on-line do movimento #CCBBemCasa.

Com perfil ímpar no Brasil, o Festival Internacional Cinema & Transcendência exibe filmes que exploram a experiência da transformação pessoal a partir das suas narrativas. São obras que investigam a subjetividade e oferecem novas camadas de reflexão sobre temas relevantes da contemporaneidade. Os títulos selecionados para o festival transcendem padrões e promovem uma relação transformadora entre o cinema e a realidade de cada pessoa, abordando temas como a espiritualidade, práticas de autoconhecimento, meditação, biografias de estudiosos, sábios ou gurus, ancestralidade, expansores alucinógenos, terapias, xamanismo e outras questões que perpassam o caminho de busca pela consciência. 

O #CCBBemCasa foi criado em março, após a suspensão das atividades presenciais nos CCBBs, como medida de segurança contra o novo coronavírus. Atualmente, as quatro unidades do CCBB – Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo – estão abertas e retornando, aos poucos, suas atividades. Mesmo assim, por meio das redes sociais e do site bb.com.br/cultura, os Centros continuam a disponibilizar conteúdos exclusivos da programação a um público amplo e diverso. 

 

PROGRAMAÇÃO – terceira e quarta semanas

17/11 – TERÇA

21h – Ponto de Mutação (Mindwalk) – SESSÃO ÚNICA – 117’ – Livre 

18/11 – QUARTA

21h – E quanto a mim? (One Giant Leap 2: What about me?) – Com apresentação do diretor Jamie Catto – 91’ – Livre 

19/11 – QUINTA

21h – Encontrando Joe (Finding Joe) – Com apresentação do diretor Patrick Takaya Solomon – 85’ – Livre

20/11 – SEXTA – Programação em homenagem ao Dia da Consciência Negra

21h – O Outro Lado da Memória – 115’ – 10 anos – Após o filme, bate-papo com o diretor André Luiz Oliveira 

21/11 – SÁBADO – Programação em homenagem ao Dia da Consciência Negra

17h – Debate “Consciência Negra – O Outro Lado da Memória” – Com o cineasta e curador do Festival André Luiz Oliveira e o produtor Caetano Curi.

21h – Orin – Música para os Orixás – SESSÃO ÚNICA – Com apresentação do diretor Henrique Duarte – 60’ – Livre 

22/11 – DOMINGO – Programação em homenagem ao Dia da Consciência Negra

17h – Debate “Consciência Negra – Ancestralidade viva em todos nós” – Com o cineasta Henrique Duarte e a mestra griô Ebomi Cici de Oxalá.

21h – Gangbé – SESSÃO ÚNICA INCLUSIVA (com legendagem descritiva para surdos e ensurdecidos – LSE) – 63’ – Livre 

24/11 – TERÇA

21h – E quanto a mim? (What about Me) – Com apresentação do diretor Jamie Catto – 91’ – Livre

25/11 – QUARTA

21h – Quem se importa – Com apresentação da diretora Mara Mourão – 98’ – Livre  

26/11 – QUINTA

21h – O Navio de Teseu (Ship of Theseus) – Com apresentação do diretor Anand Gandhi – 144’ – Livre 

27/11 – SEXTA

21h – O Outro Lado da Memória – Com apresentação do diretor André Luiz Oliveira – 115’ – 10 anos 

SINOPSES

O NAVIO DE TESEU (Ship of Theseus)

Direção: Anand Gandhi. Ficção, 139 minutos, 2013, Índia, Livre 

Se as partes de um navio são substituídas, pedaço por pedaço, esse é ainda o mesmo navio? Uma fotógrafa diferente lida com a perda de sua visão após um procedimento clínico; um monge erudito enfrenta um dilema ético frente à sua ideologia de vida, tem de escolher entre seus princípios e a morte; e um jovem corretor da bolsa de valores, seguindo o rastro de um rim roubado, aprende como a moralidade pode ser complexa. Seguindo estes elementos isolados de suas viagens filosóficas, e sua eventual convergência, o Navio de Teseu explora questões de identidade, justiça, beleza, entendimento e morte.

GANGBÉ

Direção: Arnaud Robert. Documentário, 58 minutos, 2015, Suíça, Livre

A Gangbé Brass Band parte em uma tentativa de conquistar a cidade de Lagos, na Nigéria, para se apresentar com Femi Kuti no clube Santuário, local símbolo do afrobeat, gênero musical criado na década de 1970 pelo pai de Femi, o falecido e lendário Fela Kuti. O filme apresenta uma jornada por uma África contemporânea, que não mais aspira apenas ao sonho europeu, mas, de maneira poética e descolada, abre novos horizontes. Jornalista musical e diretor interessado em música de todo o mundo, o suíço Arnaud Robert aborda em suas reportagens e filmes não apenas o lado musical de seus objetos de pesquisa, mas também culturais, políticos e sociais. Ele é codiretor dos documentários “Bamako is a miracle” (2002) e “Bondye Bom” (2011).

O OUTRO LADO DA MEMÓRIA

Direção: André Luiz Oliveira, Ficção,110 minutos, 2018, Brasil, 10 anos

Documentário sobre a tentativa de realização do filme VIVA O POVO BRASILEIRO, adaptação do romance homônimo do escritor João Ubaldo Ribeiro. O filme revela o trabalho realizado pelos produtores, pelo diretor e roteirista André Luiz Oliveira e equipe, ao longo de quase uma década (1996 a 2005) de preparação deste épico brasileiro até a sua dramática interrupção duas semanas antes do início das filmagens. É o próprio diretor quem conduz o documentário ao mergulhar no passado em busca de possíveis causas que impediram a realização do seu filme. Nesse percurso investigativo poético/emocional, descobre que as raízes do seu envolvimento com o projeto original são muito mais profundas do que supunha.

ENCONTRANDO JOE (Fiding Joe)

Direção: Patrick Takaya Solomon. Documentário, 80 minutos, 2011, EUA, Livre 

No início do século 20, ao estudar a mitologia mundial, Joseph Campbell descobriu um padrão escondido em todas as histórias já contadas e ele chamou de “a jornada dos heróis”. Um filme verdadeiramente inspirador, ENCONTRANDO JOE nos leva à jornada dos heróis últimos: a jornada da auto descoberta. Ao matar dragões e descobrir tesouros, você pode achar que o Santo Graal que você procura está mais perto do que você pensa.

QUEM SE IMPORTA

Direção: Mara Mourão, documentário, 93 minutos, 2011, Brasil, Livre

Você se importa com o destino da humanidade e do planeta? Um número cada vez mais expressivo de pessoas não só tem respondido sim a essa pergunta como tem colocado a mão na massa em prol dos interesses coletivos. Essa revolução, baseada na conversão de ideais em ações concretas, foi documentada pela cineasta carioca, radicada em São Paulo, Mara Mourão. O longa-metragem ‘’Quem Se Importa’’ foi filmado em sete países: Brasil, Peru, Estados Unidos, Canadá, Tanzânia, Suíça e Alemanha. Nessas localidades, Mara registrou o trabalho de 18 empreendedores sociais, figuras que despontaram nas últimas décadas, motivadas pelo desejo de contribuir para a evolução das relações humanas, econômicas e ambientais. 

PONTO DE MUTAÇÃO (Mindwalk)

Direção: Bernt Amadeus Capra. 112 minutos, 1990, EUA, Livre

O encontro entre uma cientista, um poeta e um político no castelo medieval de Mont Saint-Michel, no litoral francês, onde os três discutem o paradigma newtoniano-cartesiano, contrapondo-o com o novo paradigma holístico em que o entendimento de cada ser não está na soma de suas partes, mas nas interrelações e repercuções de cada ser no meio em que vive. Baseado no livro de Fritjof Capra. Bernt Amadeus Capra trabalha em diversas funções da produção cinematográfica desde os anos 1980, especialmente no departamento de arte. Irmão do escritor Fritjof Capra, Bernt se aventurou na direção com os longas-metragens “Ponto de mutação” (1991) e “Hollywood horror” (2005).

E QUANTO A MIM? (One Giant Leap 2: What about me?)

Diretor: Jamie Catto. Direção Musical: Duncan Bridgeman. Documentário, 112min, 2008, Inglaterra, 12 anos

Não é sempre que uma pessoa viaja pelo mundo gravando música de vários países e conversando com celebridades, mas no documentário “What About Me?” fizeram disso seu foco o tempo todo, enquanto viajaram por mais de 50 países ao redor do globo. Carregando apenas um laptop e uma câmera de vídeo, os produtores e cineastas Jamie Catto e Duncan Bridgeman tiveram algumas aventuras incríveis. Jamie Catto é um ‘’catalisador criativo’’, produtor e diretor por trás da filosofia global e projeto musical “Giant Leap”, sendo o primeiro da série nomeado para dois Grammys em 2003, vendendo mais de 300 mil álbuns e ganhando inúmeros prêmios em todo o mundo. O mais novo filme e álbum, “What about me”, lançado em 2009, ganhou recentemente o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no Red Rock Film Festival. 

ORIN – MÚSICA PARA OS ORIXÁS

Diretor: Henrique Duarte, documentário, 74 min, 2018, Brasil, Livre

A Música Popular Brasileira foi muito influenciada, ao longo do tempo, por terreiros de Candomblé, precursores de gêneros que deram origem ao samba, ao baião, e até mesmo ao funk carioca. Para entender melhor como funciona a resistência musical e espiritualista dos Orixás, diversos sociólogos, artistas e etnomusicólogos analisam as cantigas sagradas chamadas de Orin na linguagem iorubá.

 

SERVIÇO

7º FESTIVAL INTERNACIONAL CINEMA & TRANSCENDÊNCIA

Data: 7 a 27 de novembro de 2020

Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Curadoria: André Luiz Oliveira e Carina Bini 

Produção: Atma Filmes

Acesso gratuito à Mostra: www.festivalcinemaetranscendencia.com

Centro Cultural Banco do Brasil 

#CCBBemCasa

Acesso às ações e links de outras atividades digitais:

www.bb.com.br/cultura e redes sociais dos CCBBs

 

#conexaoin99

#conectadocomanoticia

POR: Rita Moraes
Publicado em 18/11/2020