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Projeto ‘TCA de Perto’ convida público a conhecer toda a estrutura do Complexo do Teatro Castro Alves

Quem vai ao Teatro Castro Alves assistir a uma apresentação de música sinfônica, ou de uma peça de teatro, fica encantado com a qualidade do equipamento e da produção, mas não imagina o que tem por trás de cada espetáculo. Palcos, camarins, salas técnicas, de ensaio, de figurino e muito mais. Tudo isso agora pode ser conhecido gratuitamente através do projeto ‘TCA de Perto – Programa de Visitas Educativas no Teatro Castro Alves’. A iniciativa inédita conta com guias qualificados para compartilhar toda a memória do TCA.  Os agendamentos podem ser feitos através do site da Associação dos Amigos do Teatro Castro Alves, (ATCA) (www.amigostca.org.br/tcadeperto), entidade parceira do evento.   

 Segundo o diretor-geral do TCA, Moacyr Gramacho, a iniciativa é importante em dois sentidos. “Um é a memória, o outro bastidor. Enquanto bastidor, as pessoas vão poder viver a experiência acompanhadas por guias treinados sobre a história, a técnica, então vai ser uma imersão às entranhas do Teatro Castro Alves. E através dessa visita você vai conhecer detalhes, alguns detalhes pitorescos”.   

 Gramacho destacou que o Complexo do TCA é um dos maiores equipamentos da América Latina. “Em um dia onde está tudo funcionando, como era normal antes da pandemia, nós chegamos a ter até 10 mil pessoas aqui. Então, através dessas visitas vocês vão poder viver a experiência de entrar nesse equipamento. Ele é único, um grande artefato. É uma máquina, tem todo o sistema de funcionamento, o mecanismo do palco que pode ser visto de perto.  

 As irmãs Vanilda e Sílvia Ornelas fizeram o agendamento e visitaram o TCA nesta quinta-feira (07). “Nós somos frequentadoras assíduas das peças, dos concertos, e eu estou achando muito interessante, muito rico. Para mim está sendo uma surpresa, eu nunca tive oportunidade de frequentar essa parte interna, a gente vem sempre na Sala Principal ou até mesmo na Concha Acústica, mas realmente, o interior do teatro a gente nunca teve a oportunidade de conhecer. Está sendo rico para mim”, afirmou Vanilda.   

 Sílvia destacou a importância da visita. “É uma forma da gente conhecer a nossas história, conhecer a cultura da nossa cidade, é importante a gente se apropriar desses fatos, conhecer todo o percurso da criação do teatro, e como ele surgiu na nossa cidade. Então, a gente resgata essa vontade de voltar a frequentar o TCA, apesar estarmos ainda numa pandemia. É uma forma da gente vir resgatando e se encorajando a frequentar normalmente esses espaços”.   

 

Mobiliário-Memória  

 Uma das atrações do TCA de Perto é a ocupação ‘Mobiliário-Memória’, no foyer do TCA, que consiste em uma série de mobiliários feita a partir de reminiscências de cenários que já ocuparam as entranhas do Teatro Castro Alves: os palcos, ateliês e corredores. O mobiliário, concebido pela RMota Cenografia e construído com a expertise em engenharia do espetáculo do Centro Técnico do TCA, é composto, por exemplo, de uma poltrona construída a partir de material do cenário da reinauguração da Concha Acústica em 2016, ou uma cadeira feita com madeira antiga do palco da Sala do Coro de antes da reforma, em 2018. O conceito de mobiliário-memória, que faz parte do programa de visitação do complexo, dialoga com a proposta do ‘TCA de Perto’ de dar protagonismo a uma atividade tão fundamental para o teatro, que é a cenotecnia.  

 Segundo o assessor de Desenvolvimento Institucional da Associação dos Amigos do Teatro Castro Alves, José Maurício Bittencourt, o projeto conta com 300 benfeitores. “A gente tem essa questão da conservação do patrimônio, o painel de Caribé e a escultura de Mário Cravo passaram por um processo de higienização, descupinização, restauro. A gente tem um processo de formação e construção de um mobiliário que conta a história do próprio Teatro Castro Alves”.   

 José Maurício informa que qualquer pessoa pode fazer a inscrição para fazer a visita. “É gratuito, você entra no site da ATCA, e lá você se cadastra para fazer a visita nos horários entre 9h e 16h. As visitas demoram mais ou menos uma hora, a depender de cada grupo, de cada ritmo de grupo. Os meninos estão preparados para acompanhar o grupo conforme as suas especificidades. Às vezes um grupo quer trabalhar um pouquinho mais, quer conhecer um pouquinho mais o centro técnico, ou coisa parecida”.  

 Ações já realizadas  

 Entre os meses de junho e julho, foram realizadas as ‘Ações de Formação’ para os educadores das visitas do projeto, com palestras sobre a história do complexo TCA, as obras de arte e documentos que ele abriga. Também foram realizadas oficinas de roteiro, mediação e acessibilidade. Neste mesmo período, foram realizadas ações de conservação das obras de arte que ficam expostas no foyer do Teatro Castro Alves, como a escultura O Cangaceiro, de Mário Cravo Jr., o painel Episódios da História da Bahia, de Carybé, assim como de bustos e placas com marcos históricos e o cartaz de inauguração do teatro. 

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POR: Rita Moraes
Publicado em 11/10/2021