ConexãoIn


Minas Gerais sedia mutirão para cirurgias de escoliose na rede pública de saúde

A Fundação Hospitalar São Francisco de Assis (FHSFA), em Belo Horizonte, vai promover um importante mutirão, o Mude a Curva, para atender pacientes com escoliose que aguardam cirurgia na rede pública de saúde. A iniciativa vai beneficiar 25 pacientes da fila do Sistema Único de Saúde (SUS) com idades entre 15 e 25 anos, entre os dias 19 e 24 de junho. A mobilização reunirá 50 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, instrumentadores e maqueiros.

A ação, organizada pelo movimento filantrópico Mude a Curva, em parceria com a FHSFA e a empresa Medtronic, vai reunir- 15 ortopedistas especialistas em cirurgia da coluna de diferentes regiões do Brasil, como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. O projeto é conduzido pelo Brazilian Spine Study Group (BSSG), uma organização sem fins lucrativos que objetiva operar pacientes regulados pelo SUS com deformidades vertebrais.

 

A Medtronic, líder em tecnologia de saúde, doará todos os insumos implantáveis, além de fornecer recursos humanos e suporte para a instrumentação cirúrgica. A empresa trabalha para ampliar o acesso à saúde e às novas tecnologias também. “É uma grande satisfação poder contribuir para uma ação tão importante como essa, que irá ajudar pacientes que esperam na fila do SUS pelo tratamento”, destaca a vice-presidente da Medtronic no Brasil, Gisela Bellinello.

 

O diretor-técnico da unidade Santa Lúcia da FHSFA, Rodrigo Otávio Araújo

explica que “os vinte e cinco pacientes, que já aguardam na fila única do SUS, foram escolhidos para serem beneficiados pelo mutirão após discussão dos casos feita por uma equipe médica”. Segundo ele, serão realizadas cerca de cinco cirurgias por dia.

 

“Estamos também orgulhosos por sediar um projeto tão importante como esse, que acontece pela primeira vez em um hospital com atendimento 100 SUS,” ressalta. O mutirão da escoliose contará também com o apoio das empresas HSF, LAS, Kenkar, Convatec, Macom, Tesk e ILANI.

 

O que é a escoliose?

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de seis milhões de brasileiros convivem com escoliose, uma doença que muitas vezes não é diagnosticada precocemente. A escoliose idiopática, a forma mais comum da doença, geralmente surge no início da puberdade e pode ser identificada por alterações no contorno das costas e coluna, além de desalinhamento dos ombros e diferenças na cintura e quadris.

 

Existem diferentes tipos de escoliose, porém a mais incidente é a idiopática cuja principal característica é o surgimento no início da fase de puberdade. Como o próprio nome já diz, a escoliose idiopática não tem causas definidas, mas sabe-se da forte influência genética, já que a incidência é alta em parentes diretos de pacientes com escoliose e ocorre com maior prevalência em adolescentes do sexo feminino.

 

“A escoliose idiopática pode ser identificada pela alteração do contorno das costas e coluna, com formação de uma gibosidade local, além de um desalinhamento dos ombros, diferenças entre os lados na cintura e nos quadris e queixas de desconforto e dores esporadicamente. O desafio é que muitas vezes essas adolescentes, não trazem a queixa aos pais, utilizam roupas largas, o que retarda tanto a percepção do problema por parte da família como a procura por ajuda médica”, afirma o Dr. Ricardo Acácio, cirurgião de coluna e responsável pelo Mude a Curva, projeto que reúne médicos voluntários e realiza cirurgias pelo país para desafogar o sistema público de saúde.

 

Conjunto de ossos articulados que forma o eixo de sustentação do corpo, a coluna vertebral não tem como função apenas a proteção da medula espinhal, do sistema nervoso central, como possibilita agilidade e movimento dos membros, viabilidade e manutenção da postura ereta, proteção aos órgãos internos, além de absorção e dissipação de choques mecânicos e pressão gravitacional.

 

Com tantas funcionalidades, é possível compreender o que uma deformidade nessa estrutura pode significar em longo prazo para a saúde do paciente. “A escoliose idiopática ainda afeta a qualidade de vida e a autoestima dos pacientes. Infelizmente, adolescentes sofrem bullying pela doença, situação inadmissível, mas comum”, Dr. Carlos Romeiro, presidente do Brazilian Spine Study Group (BSSG), grupo fundador do Mude a Curva.

 

Mas como é feito o tratamento da escoliose? Dependendo das particularidades de cada caso, recomenda-se exercícios supervisionados por um fisioterapeuta, o uso de um colete ortopédico ou ainda a cirurgia, a artrodese da coluna. O procedimento realinha e promove a fusão das vértebras, e é indicado quando o paciente apresenta curvas de 45 graus ou mais.

 

Mude a Curva

 

O projeto Mude a Curva é uma iniciativa do Brazilian Spine Study Group (BSSG), formado por cirurgiões de coluna de diferentes regiões do Brasil. O movimento realiza mutirões cirúrgicos para pacientes regulados pelo SUS com deformidades vertebrais, visando reduzir a fila de espera e proporcionar tratamentos adequados e de alta qualidade.

 

Parceiros

 

FHSFA

Fundação Hospitalar São Francisco de Assis (FHSFA) é uma entidade filantrópica, de direito privado, com autonomia administrativa e financeira, regida por estatuto próprio. Possui duas unidades – Concórdia e São Francisco – e é comprometida em garantir um atendimento de qualidade e referência em segurança e humanização, a instituição, que tem duas unidades médicas, oferece assistência em 29 especialidades é considerado o segundo maior hospital geral de alta complexidade com atendimento exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte. De acordo com os dados de 2023, a FHSFA realizou quase 800 mil procedimentos, entre cirurgias, consultas, internações, exames laboratoriais e de imagem e sessões de quimioterapia, radioterapia, braquiterapia. Com fundação tem se destacado na produção de conhecimento e ensino e oferece vagas de residências/especializações nas clínicas de Cardiologia, Cirurgia da Mão, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Ortopedia e Traumatologia e Oncologia Clínica. Hoje as duas unidades da Fundação possuem 325 leitos, sendo 265 de internação e 60 de UTIs

 

Medtronic

 

Pensamento ousado. Ações mais ousadas. Nós somos a Medtronic. A empresa possui sede em Dublin, na Irlanda, e é a líder global em tecnologia de saúde que combate corajosamente os problemas de saúde mais desafiadores que a humanidade enfrenta, pesquisando e encontrando soluções. Nossa missão – aliviar a dor, restabelecer a saúde e prolongar a vida – une uma equipe global de mais de 90.000 pessoas em mais de 150 países. Nossas tecnologias e terapias tratam 70 condições de saúde e incluem dispositivos cardíacos, cirurgia robótica, bombas de insulina, equipamentos cirúrgicos, sistemas de monitoramento de pacientes e muito mais. Alimentados por nosso conhecimento diversificado, curiosidade insaciável e desejo de ajudar todos aqueles que precisam, oferecemos tecnologias inovadoras que transformam a vida de duas pessoas a cada segundo, a cada hora, a cada dia. Espere mais de nós à medida que capacitamos cuidados orientados por insights, experiências que colocam as pessoas em primeiro lugar e melhores resultados para o nosso mundo. Em tudo o que fazemos, estamos projetando o extraordinário. Para mais informações, visite Medtronic Brasil.

 

Tesk

 

A Tesk Medical foi criada em 2009 pelo Neurocirurgião e Neurofisiologista Dr. Carlos Eduardo Barbieri e seu filho Eduardo Barbieri com o objetivo de oferecer produtos para o segmento de monitorização intraoperatória com excelente custo benefício, qualidade incomparável com desenvolvimento e produção 100% brasileira. Ao longo desses mais de 10 anos, a Tesk Medical se especializou no desenvolvimento e na produção dos seguintes produtos: eletrodos de agulhas simples e pareadas, eletrodos de agulha corkscrew (saca rolha), sondas monopolares e bipolares de estimulação, eletrodos de laringe, aspiradores com estimulação, strips corticais, entre outros, que auxiliam diretamente o cirurgião especialista no intuito de ampliar a segurança e a eficácia no decorrer da cirurgia, promovendo a valorização da vida do paciente e o controle efetivo para o médico.

POR: Rita Moraes
Publicado em 07/06/2024