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Lula debate corte de gasto com Tebet e pauta previdência dos militares

Simone Tebet cumprimentando o presidente Lula

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), na ultina quarta0feira, 26,  para deliberar sobre propostas de redução de despesas a serem encaminhadas ao Congresso Nacional.

Um dos pontos em pauta será o corte na previdência das Forças Armadas, defendido pela ministra Tebet durante o encontro.

 

Economistas pedem ao governo maior ênfase na redução de gastos e indicam  possíveis cortes | Economia | G1

A proposta, que ganhou destaque na mídia, não foi bem recebida por parte do Palácio do Planalto, especialmente diante de especulações de que o presidente Lula não apoia alterações envolvendo os militares.

No entanto, Simone Tebet, responsável pela iniciativa, busca convencer o chefe de Estado de que ajustes na previdência militar podem resultar em significativa economia para o governo federal.

A Controladoria-Geral da União (CGU) foi solicitada pela ministra do Planejamento para realizar um estudo detalhado sobre o regime de aposentadoria dos militares, visando avaliar a eficiência dos recursos alocados nessa área e o impacto fiscal das despesas correspondentes.

A proposta conta com o apoio da bancada do PT, alinhada à presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PT-PR). No entanto, dentro do próprio partido, há preocupações com eventuais repercussões negativas entre os militares.

m resposta às iniciativas da ministra Tebet, o ministro da Defesa, José Múcio, planeja apresentar um relatório que contraponha as análises da CGU e do Planejamento, buscando assegurar que quaisquer cortes não prejudiquem as Forças Armadas, conforme revelado pela Folha de S.Paulo.

O presidente Lula, por sua vez, tem demonstrado cautela em relação às medidas que envolvem os militares, especialmente após o restabelecimento das relações ocorrido desde os eventos de 8 de janeiro de 2023.

Receios de que possíveis cortes profundos na previdência militar possam ser interpretados como uma retaliação do atual governo aos militares, devido a relações passadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), são evidentes.

A decisão final sobre as propostas de redução de gastos está prevista apenas para o segundo semestre deste ano.

Espera-se que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), e a ministra Simone Tebet apresentem as medidas ao Congresso até o final de agosto.

 

POR: Rita Moraes
Publicado em 26/06/2024