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Lílian Rocha celebra suas origens com o lançamento duplo de “Raiz Forte” e “Gracinha”

Singles abrem caminhos para disco “Do Nilo” – que será lançado no segundo semestre de 2024 – fazendo referência a raiz afro-mineira e ancestralidade

Ouça e assista “Raiz Forte”: https://youtu.be/j0BDeAtvNNk?si=VThcsldP4QnIYygR

Ouça e assista “Gracinha”: https://youtu.be/1ew_5aBLd9Y?si=yGUZjIBR2XwGjwCn

Lílian Rocha, cantora e compositora celebra suas origens com o lançamento duplo de “Raiz Forte” e “Gracinha”. As músicas, que chegam acompanhadas de visualizers, abrem caminhos para o primeiro disco de estúdio da artista, “Do Nilo”.

“Com essas canções, presto uma reverência à ancestralidade, que é o que sustenta o meu universo criativo, além de entregar um belo retrato musical da diversidade melódica, timbrística e rítmica do álbum que está vindo por aí”.

“Raiz Forte” e “Gracinha” refletem sobre a identidade única de Lílian como uma mulher negra brasileira, nascida em São Paulo, com conexões profundas em Minas Gerais.


“Em ’Raiz Forte’ reflito sobre a continuidade da vida, uma parte intrínseca da minha existência que me mantém enraizada e me permite vislumbrar um futuro promissor. É como o princípio do Adinkra Sankofa: entender nossa herança para assumir com clareza nossa responsabilidade no presente e sonhar com o futuro. Já ‘Gracinha’, faz referência à minha matrilinearidade, sendo o nome da minha mãe. Traz no discurso sonoro conexões entre muitas matrizes que compõem o meu Orí, a minha cabeça, como, por exemplo, o toque dos tambores em menção ao Daró de Iansã, em diálogo com o alaúde árabe”.

Lílian Rocha celebra suas origens com o lançamento duplo de “Raiz Forte” e  “Gracinha” - Revista O Grito! — Jornalismo cultural que fala de tudo
A estreia dupla apresenta uma fusão sonora que mescla sutilmente influências da música popular brasileira, incluindo o Congado Mineiro, com as produções africanas e do jazz. A artista se utiliza do conceito aprendido com a intelectual brasileira Lélia Gonzalez, para pensar assim, uma concepção Amefricana em suas obras.

Lílian enfatiza que pensar sobre sua herança não é um exercício de nostalgia, mas sim uma busca contemporânea pela memória, especialmente para os povos negros do Brasil.

A mensagem poderosa desse projeto lança luz sobre as perspectivas de futuro que surgem quando reconhecemos e valorizamos nossas próprias origens. Nesse trabalho, a cantora narra a história de personagens sábios que escrevem suas próprias histórias com graciosidade e poder de cura. Celebra a beleza e a potência das pessoas comuns, que irradiam força e atuam através da delicada arte de construir um legado coletivo.

As versões audiovisuais foram filmadas na Zona da Mata Mineira, região de origem das linhagens materna e paterna de Lílian. Na vila de Cotegipe, em frente à centenária estação de trem, a filgueira adornada com retratos de sua família simboliza a força de suas raízes. A direção de fotografia é de Marcella Calixto e a de arte de Julee Silva. A roteirização é de Beto da Mata e a assistência de produção de Camila Knop.

“Este trabalho é para os amantes da MPB, que aqui representa tanto a Música Popular Brasileira quanto a Música Preta Brasileira. É para as pessoas que desejam apreciar as produções emergentes da cena musical das grandes metrópoles brasileiras, criadas com originalidade; como um retrato da multiplicidade dos nossos ouvidos e da nossa arte contemporânea afro-diaspórica”, conclui Lílian.

“Raiz Forte” e “Gracinha” contam com co-direção e co-produção musical do artista moçambicano Otis Selimane, que também assina as baterias de “Raiz Forte” e “Gracinha”. Nas percussões, o Rudson Daniel e Danilo Moura. Nas cordas, músicos de diversas linguagens como o Fábio Leal (guitarras), Vinícius Sampaio (violões) e Ian Nain (alaúde, em Gracinha). No contrabaixo elétrico  Weslei Rodrigo. Nas teclas Fábio Leandro. Os sopros contam com a musicalidade de Sidmar Vieira (trompete), Thomaz Souza (saxofones) e Gláucio Sant’Ana (trombone). As vozes-instrumentais, de backing, são das cantoras Layla e Graciela Soares, junto a Lílian.

POR: Rita Moraes
Publicado em 28/06/2024